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O que tem na sua bagagem? PODCAST · @oquetemnasuabagagem
Words
8,697
Runtime
54:16
Speaking pace
160wpm
Reading time
36min
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Sejam muito bem-vindos ao nosso podcast O que tem na sua bagagem. Eu sou a Cintia Almeida, mãe do Rafael e da Marina, consultora global de marketing pessoal, empresária da marca de bonés ACO e escritora do livro expatriado. Estou aqui com o meu cohost Rodrigo Solto Souza. >> Olá, sejam todos bem-vindos a mais um episódio do podcast O que tem na sua bagagem. Eu sou Rodrigo Solto Souza, profissional de marketing e comunicação, mestre e doutor em liderança
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| Questions asked | 155 |
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Sejam muito bem-vindos ao nosso podcast O que tem na sua bagagem. Eu sou a Cintia Almeida, mãe do Rafael e da Marina, consultora global de marketing pessoal, empresária da marca de bonés ACO e escritora do livro expatriado. Estou aqui com o meu cohost Rodrigo Solto Souza. >> Olá, sejam todos bem-vindos a mais um episódio do podcast O que tem na sua bagagem. Eu sou Rodrigo Solto Souza, profissional de marketing e comunicação, mestre e doutor em liderança organizacional e fundador do portal de notícias Business Brasil e USA.
E hoje mais um episódio sensacional que eu tenho certeza que vocês que vai fazer a diferença na vida de vocês. E Cíntia, por favor, apresente a nossa convidada de hoje. >> Vamos lá. Essa convidada de hoje, ela foge um pouquinho do que a gente tá acostumada a trazer aqui no nosso podcast, porque geralmente a gente faz entrevistas com brasileiros e ela, apesar de não ser brasileira, eu falo que ela é muito mais brasileira de coração do que muitos de brasileiros que a gente conhece.
Vou apresentar. Seja muito bem-vinda, Sari. >> Obrigada. Que delícia. Obrigada que tá com com vocês. Que honra. >> Que delícia. Que prazer é o nosso, né? Eu vou trazer a sua bio aqui pr as pessoas te conhecerem um pouco. A Sari, ela é mexicana alemã com coração brasileiro, mãe de três, faz do vínculo humano sua maior obra, fundadora do FOB, The Future of Belonging, é uma empresa que trabalha e pesquisa o pertencimento com empresas e facilitações com pessoas.
E tem também a comunidade com mulheres que questionam o seu status qu. Ela une ciência e sensibilidade para transformar pertencimento em prática viva, com metodologia já aplicada em empresas como iFood, Mary K, Steudder, Mustella, entre outras. Também é neurocientista, terapeuta familiares e de casais, atriz, filantropa e coach. Meu Deus, que multi, >> que Deus multi. Somos todos multi, não é? Que delícia! >> Muito maravilhosa.
Sari, conta pra gente, vamos fazer começar aqui com o seu chequinho. Aonde você tá hoje? De onde você vem? A gente já deu um spoiler aqui da de onde você vem, mas eu quero que você conte pra gente, >> tá bom? Eu tô aqui em São Paulo, no Brasil neste momento, o meu país de coração, mas você já deu um spoiler que eu não sou brasileira. >> E me fala, você nasceu no México? É isso mesmo? Eu nasci no México, Cíntia, a minha vida, né?
Eu acho que assim, a vida acaba formando a gente. A gente leva tanta coisa na bagagem e minha bagagem, ela tá cheia de questões de pertencimento, porque desde pequenininha eu tive o privilégio disse privilégio, né? Acho que os dois estão andando junto, de mudar de país para país a cada dois anos por causa do trabalho dos meus pais. Foi assim que eu parei aqui no Brasil. Eh, mas quando vim aqui com 15 anos, eu não gostei nada.
E aí também já foi embora, porque eu pedi muito paraa minha mãe não me deixar aqui, depois eu voltei de novo. Eh, mas é isso, né? Então eu fui já fiquei nesse ping afing desde sempre, >> né? E Sari, tem uma pergunta que é bastante simples. Quando as pessoas lhe perguntam assim: "De onde você é?" As pessoas respondem com uma palavra: "Ah, sou do Brasil, sou dos Estados Unidos." Enfim. E quando te perguntam isso, a resposta é tão simples assim? >> Ó, sabe qual que é minha resposta? >> Eu sei minha resposta. >> A minha casa e eu sou da onde estão minhas pessoas favoritas. >> Que máximo. >> É, eu acho que é isso porque hoje, né, meu pai meo, minha mãe alemã, eh, como eu falei aqui, né, um pouquinho, trouxe um pouquinho, eu mudei sempre desde pequenininha, né?
Eh, e aí é isso, assim, eu não sabia se era alemã, se era mexicana, assim no médico, meu pai mexicano, mas o meu passaporte sempre foi o alemão que eu vi, que eu viajei, então teve essa, pera aí, da UNCÉ, né? E aí morei em tantos países. Eh, e aí hoje em dia meus filhos são brasileiros, eu não sou brasileira, meu marido é brasileiro, eu não sou brasileira. Então, até entrada no aeroporto é engraçado porque eles podem para uma fila, eu não posso para essa fila.
Então tem toda uma confusão. Então hoje em dia assim, como eu trabalho com pessoas pertencimento, para mim tá muito claro, o meu lugar no mundo não é um país, são as pessoas. >> Nossa, que profundo isso, né? Eh, você quando você fala sobre pertencimento, você fala que você trouxe, né, esse seu poder de fazer essa sua empresa que é DEFOB, que inclusive eu faço parte da comunidade e daqui a pouco a gente pode falar um pouco mais sobre isso, porque a comunidade veio num momento muito importante para mim, mas eh veio de uma dor falar sobre pertencimento, trazer esse pertencimento, porque você esteve em vários países E como é que foi essa dor que você sentiu, né, e que muitos de nós sentimos também, porque morando fora sempre tem, né, acompanha onde que eu estou, onde que eu pertenço, eh, até achar suas próprias tribos, né, que eu falo, como é que conta pra gente de como é que veio essa sua ideia, como é que você trouxe essa sua dor e transformou isso num poder. >> Vou voltar até um pouquinho para trás, Cia, né?
Porque assim, eu acho que quando a gente migra, quando a gente é adulto, quando, né, eu acabei de falar, nada coincidência, mas o meu filho acabou de ter uma apresentação na escola sobre imigração. Então, hoje em dia tô trazendo termos técnicos que eu não conhecia também, mas em geral é uma, né, quando a gente não tem uma catástrofe natural ou, né, pobreza extrema, enfim, ou religiosa, prescrição, é uma escolha nossa.
A minha nunca foi a minha escolha. Eu fui, eu cresci naquele ambiente de me adaptar, readaptar, ter queir, não tinha uma escolha, né? Então, meus pais se mudavam. Eh, e eu acho que para uma criança, pra gente se desenvolver, e aí tem a parte terapeuta minha e neurocientista, eh, a gente precisa do lugar seguro para pertencer. Tem alguns sentimentos, algumas coisas antes que a gente tem que desenvolver. Então, a segurança, a confiança, porque aí nosso corpo consegue relaxar e depois vem o pertencer.
O pertencer, por que que ele é tão importante? Porque no momento que eu pertenço, eu consigo ser eu no meu autêntico eu. Eu não preciso ficar pensando, nossa, o que que o outro vai pensar? Será que ele vai me julgar? Então, quando tenho, tô num lugar que eu não pertenço, não consigo ser tão criativo, não consigo ser tão inovador, eu não consigo relaxar bem coisas psicossomáticas, né? E a gente sabe quem mora fora do Brasil ou eu que sou migrante para o Brasil, a gente sabe, a gente sente isso, né?
Eu acho que vocês dois já tiveram situações que tão americanos, você fala assim: "Putz, tô sendo julgada, né? Porque eu não sou deste lugar". Então você imagina que para mim sempre foi um lugar, eu chegava numa sala quando era criança, todo mundo já se conhecia e eu precisava rapidamente entender os códigos, né? Olhar. Pera aí, quem que como que eles vestem, como que que eles brincam, se brincadeiras são diferentes para me fazer cabelo.
Então, sempre existia um esforço muito grande para pertencer. No final, o pertencimento ele é mais forte que o amor, porque a gente se adapta, até a gente passa em cima dos nossos valores, às vezes simplesmente para pertencer, porque isso a nossa espécie humana, ela só chegou até aqui porque a gente pertence e consegue organizar em grupo. E aí, por isso eu acho que, né, falando, a vida nos forma, eu trouxe com uma dor muito grande, eh, com a tecnologia hoje em dia cada vez mais avançada, as pessoas estão pertencendo cada vez menos.
A gente traz isso em assuntos de wellness muito completos. Então, onde é um lugar? Quais que são os fundamentos que eu posso aplicar de verdade para falar assim, Cíntia, vem aqui na comunidade, você pode pertencer aonde você tiver. se você tiver em Portugal, em São Paulo, e aí todos os fundamentos que eu trouxe de confiança, enfim, que fazem pertencer um pouco mais fácil, eh, eu trouxe para aplicar aqui na minha comunidade.
E, e Sari, olha só, tem algo que que é é muito interessante que acontece eh com muitos imigrantes. A pessoa muda de país às vezes buscando uma oportunidade melhor para ele, paraa família. E em muitos casos, eh, esta pessoa tem uma dificuldade de adaptação muito grande e, além de tudo, se sente cobrada em ser bem-sucedida. E nesse caso, tem alguma sugestão, alguma dica, algo que essa pessoa possa fazer para tentar minimizar esse sofrimento ou tentar buscar esse pertencimento naquele lugar?
Rodrigo, que pergunta difícil, bem complexa, né? E eu acho que isso me trouxe, eu fiquei pensando naquela pessoa que isso acontece, porque você não pertence nem lá e nem aqui. >> Exatamente. >> Então, então é muito difícil você falar assim: "Pera aí, né, aonde eu pertenço?" E de fato, né, a gente, se vocês pensam, eu preciso performar o tempo todo, né? >> Querer performar é porque você não pertence, porque pertence, que que é pertencimento?
E aí assim até falo para vocês, sente pertencimento no seu corpo. É quando o seu corpo relaxa, né? Como que a gente consegue fazer isso? Claro que assim, né? Eu tô trazendo isso, mas é muito mais complexo, mas tem alguns exercícios que a gente pode fazer. O melhor exercício e até pra gente se conectaronde a gente é a gente se conectar disponível e vulnerável, tá? Tô falando isso em dois sentidos. Quando a gente faz isso, a gente é acolhido.
Vamos supor, você acabou de emigrar para um outro país, tá? E aí eu tô numa roda, sei lá, né? Vou colocar agora americanos que vocês estão nos Estados Unidos. E aí eu falo para eles, falo assim: "Gente, eu tô me esforçando, eu estou com medo, né? Vamos toda uma roda de americanos". E eu já fiz isso, eu fiz intercâmbio nos Estados Unidos, depois voltei para fazer uma parte da faculdade em Nova York e tal. Então eu falava assim, gente, para mim tá muito difícil, eu tô me esforçando, eu tô com medo.
Quando alguém expõe uma vulnerabilidade, então fazem esse exercício mental comigo, né? Chega lá uma gringa e fala assim: "Gente, eu não tô confortável, mas eu tô dando o meu melhor porque eu eu acho difícil estar aqui. Eu tô com saudade do meu país, mas eu quero estar aqui com vocês." Se eu falo isso, as pessoas provavelmente, olhe que interessante, eles têm um lugar acolhedor. O ser humano, ele é acolhedor. Diferente, se eu coloco, vou lá, não falo da minha da minha dificuldade, só tento performar.
Então eu chego no lugar e falo assim: "Oi, sou a Sara, eu falo inglês." A conexão percebe que a conexão, pera aí, ela é diferente que eu, porque o ser humano, lembrando o quê? A diversidade, acho que isso é muito importante, eu adoro diversidade, meus amigos, eu tenho amigos de diferentes, né? Eu consigo dialogar e falar, eu tenho, eu amo, amo ter amigos diferentes. Mas a diversidade não é óbvio, por ela acontece uma parte do nosso cérebro que é amígdala.
E a diversidade, quando a gente pensa no desenvolvimento humano destes anos, né, a gente evoluiu como sociedade, mas não o nosso cérebro. Então, diferente, ele é ameaça, no primeiro instância, né? Eu era, né, morava lá num num sei lá, no meio da floresta, né? E a uma tribo e outra tribo, uma tribo que é diferente da minha, ela vai me matar ou eu vou matar ela. Claro que com nossos processos mentais, hoje em dia já sabe, pera aí, diversidade como que é? É primeiro estranhamento, mas depois eu posso colocar inclusão se eu sei que esse é um processo natural nosso, né?
Então, por isso que eu tô falando assim, quando você se lugar vulnerável, quando você chega no lugares, você não coloca, olha, eu sou a Sara, tento performar e pertencer a qualquer custo, as pessoas não conseguem me acolher dessa maneira. A mesma coisa eu posso reportar paraa minha família que focou no Brasil onde for. Gente, tá muito difícil, tá mais difícil do que imaginei no momento. Olha que assim, eu posso falar sobre isso e, né, essa pessoa quando falo sobre isso, ela fala: "Putza, não tá tão fácil".
Então ela colhe, é muito mais fácil e o acolhimento ele também gera pertencimento. Então, eh, eu falo isso porque eu me coloquei em diversos momentos na minha vida muito rígida. Eh, então entrava num país e assim, sabe quando você começa a se proteger demais porque você tem medo. Mas essa proteção, quanto mais a gente tem consciência, percebe ela, a gente consegue desarmar e falar de fato de um lugar de onde eu estou, as pessoas acolhem, as pessoas têm empatia.
Eu acho que por isso que depois mesmo quando adulta, quando foi paraos Estados Unidos, as pessoas falavam: "Ai, o americano é muito fechado". Eu nunca fui a gringa, independente de onde tiver e assim me conhece. Aqui no Brasil as pessoas acham que eu sou brasileira. Nos Estados Unidos, quando eu fiz uma parte da faculdade lá, eu só andava com americano, não ficava só com estrangeiros, porque eu me colocava num lugar de assim, gente, eu eu >> né, assim, é isso, assim, eu eu me colocava vulnerável. >> Uhum.
Eu fiquei te escutando agora e fiquei lembrando muito do meu momento quando eu entrei na sua comunidade, né, que é sua, mas é minha também, é nossa, que é a defobe of Belong. Quando a gente começou, tipo, lá em 2020, eu entrei num momento onde estava muito, muito vulnerável, que era da pandemia. E aí para mim era muito importante ter essa conexão com o Brasil, fora, né, pais e amigos naquele momento, mas de pessoas que me traz certezas ou talvez até incertezas, mas um acolhimento de saber que tava tudo bem, que aquele que naquele momento ia passar de alguma forma, como é que a gente ia sobreviver aquele momento juntos.
E foi foi muito claro para mim, né, naquele chegando na sua comunidade, na nossa comunidade, o que você me ensinou muito naquele momento foi peça ajuda, mesmo que a gente não consiga de alguma forma te ajudar, talvez fisicamente pelos momentos de pandemia, mas peça ajuda. O que que você tá sentindo? Conta pra gente. Então assim, o pedir ajuda foi algo que incorporei dentro da do meu ser e falei: "Gente, é tão poderoso a gente sabe, é tão básico, né?
Mas a gente faz tão pouco, porque a gente acha que a gente dá conta de tudo, que tem a questão da coragem, da migração, de você saber que você tá sozinha muitas vezes ou só com a sua família. E aí eu pedir ajuda para mim naquele momento e você ensina muito isso, porque de certa forma quando você trouxe seu exemplo agora aqui da vulnerabilidade de entrar num grupo e, né, e falar: "Olha, eu não tô bem, eu não sei, não não estou conseguindo". É uma forma de pedir ajuda também.
Quando o outro te vê pedindo ajuda, ele sente no papel tão importante de ajudar que eu acho que é tão maravilhoso isso. E eu queria fazer esse apêndice porque eu acho que vale eh vale muitos, né, muitos aprendizados disso tudo que você trouxe. >> A pergunta >> posso só completar, sente é tão importante que você falou, >> eu tava até lembrando esses dias, eu sou do da comunidade judaica, né? E a nossa comunidade judaica, ela é bem fechada.
E aí um amigo queridíssimo, vocês falei assim: "Ah, eu vou entrar, né? Preciso desligar". Eu tava falando com no WhatsApp, falei assim: "Eu vou eu vou ter que desligar o celular porque é novo judaico". E aí ele falou assim: "Como que eu falo? Feliz ano novo me ensina". E quando ele falou me ensina para mim, assim, até falei assim, sabe quando você leva um susto? Falei: "Que legal, ele é interessado na, né, assim, que bacana". Óbvio que ensino.
Então acho que essa curiosidade no outro. Além do pedir ajuda, a gente ter curiosidade da onde a gente tá. Me ensina, me mostra. É valorizando também uma forma, né? Então quando a gente migra, a gente fala: "Meens ensina". Para alguém que sabe, o todo ser humano gosta de ser valorizado. E a gente, quando a gente pede ajuda ou mostra curiosidade, a gente faz isso. >> Partir é corajoso, mas levar a sua essência é fundamental.
Os bonés acaassou traduzem quem você é. Não importa onde você escolheu viver. Acaçou, seu boné com identidade. A venda nos Estados Unidos, no site www.acassou.com. Eu vejo que você tem um vínculo muito forte com seus filhos, com a sua família, de participar na educação, de mostrar diferentes perspectivas e de escutar muito e de pedir ajuda e de e de ajudar também. me conta um pouco como é que você transmite esse seu lado multicultural de já ter, né, nascido em outro país, mas criando filhos no Brasil, de ter morado eh em culturas tão distintas e tão diferentes como a europeia, né, a mexicana norte-américa.
Eh, eu queria entender como é que você traz esses seus valores culturais e multiculturais, até pegando um pouco do gancho que você trouxe da diversidade pros seus filhos. me conta, explica pra gente como é que você faz isso no dia a dia, se você pode até dar uma dica também, né, pras pessoas que têm filhos multiculturais e toda hora tá num país e possam aplicar também isso, porque você tem tanto conhecimento, né, terapeuta, eh, >> gestora de comunidade, facilitadora.
Então, eu aprendo muito com você. E, e é justamente sobre isso, você com tantas referências multiculturais, eh, essa era uma dúvida que eu tinha também, como criar filhos com todas essas referências, sem necessariamente transmitir para eles a obrigação de escolher uma. >> Eu nunca me fez essa pergunta, gente. Obrigada. É muito gostoso receber perguntas que abrem o nosso próprio repertório, né? Eh, olha, eu acho que é tão natural para mim, porque assim, como meu pai é mexicano e minha mãe é alemã, então eu nunca pensei num que de diversidade, acresci neste lugar, né?
E aí assim o os meus filhos, o meu o meu sogro, ele é francês. Então nossa família ela é esse caldeirão. Eh, e eu gosto muito da diversidade. Eu trouxe aqui para vocês que a diversidade é algo que a gente tem que exercer, que não é óbvio pro ser humano. Então, tem coisas que eu decidi assim, por exemplo, eu, minha família, a gente tem uns valores muito claros, eu, meu marido. Então, um dia a gente sentou e a gente mapeou o que que é importante paraa nossa família, né?
Então, por exemplo, integridade, a diversão. Então, a gente tem, claro, alguns valores nossos que nos guiam e todo o resto a gente complementa. A gente, ai, por exemplo, sei lá, eu a Cíntia sabe, ela me acompanha no Instagram, eu levo os meus filhos para o meu trabalho, eu levo os meus filhos para qualquer lugar. a gente viaja, assim, eles transitam neste lugar também assim, eu vou de ônibus, eu vou de carro blindado.
Então eles têm essa transição que para mim é muito óbvio porque eu cresci assim. Então se você falar assim para mim, Sari, você tem alguma dica para pais ou filhos? Eu acho que não tenho uma dica, mas eu sei o que funciona paraa minha família. Eu sei que eles terem os valores muito claros ajuda eles a terem a segurança e a segurança é necessária para pertencer, tá? Então, mesmo pensando na minha infância, teve momentos muito desafiadores, mas eu sabia que minha mãe estava lá.
Então estes lugares de de valores, né? Minha mãe sempre teve assim: "Olha, Sari, a gente pergunta, a gente pede, então a gente mapeou todas as coisas. Então eu sabia assim, quando tá difícil, tá apertando, eu sei que minha mãe, os meus valores vão me guiar. Eh, eu tenho isso na minha família, os meus filhos estudam numa escola internacional também. Então, acho que assim, é uma coisa muito natural para mim, que talvez seja diferente para vocês, que vocês cresceram sempre no mesmo lugar e você foi se adaptar para um novo lugar.
Essas adaptações acho que elas são mais naturais para mim, mas o que eu, assim, na minha família nos guia muito são os nossos valores e os meus filhos também sabem que casa deles é a pessoa e não o país. você, enfim, ainda diante dessa toda essa experiência multicultural que você tem, existiu algum momento lá atrás que você se questionou em relação ao a pertencer a um determinado lugar, eh, ou para você sempre foi muito natural essa multiculturalidade, tá sempre em algum lugar diferente ou teve algum momento que Você precisou despachar essa necessidade de dizer que você se que pertencia a um lugar específico ou não.
Esse conflito nunca chegou a existir. >> Nossa, chegou, chegou muito e muitas vezes eh chegou. E eu acho que assim, os momentos mais difíceis são na adolescência, quando você muda uma criança na adolescência, assim, é >> que você procura seu pertencer, você procura, né? a gente vê o os adolescentes, eles têm códigos, eles tivessem todos iguais, eles têm a tribo, a gente vê isso naturalmente acontecendo. Então assim, para mim foram assim dor física, tá?
Assim, eu lembro que vomitava quando assim eu vim pro Brasil, assim era físico assim, parecia que eu então ela veio vários momentos comodor, vários momentos de de não pertencer, né? De falar assim: "Peraía, eu não sou nem brasileira, não sei nem". É muito difícil. Uma coisa que eu quando você tava falando que eu lembrei um pouco que ajuda muito, me ajudou, eh, a gente é da comunidade judaica, então, em qualquer lugar no mundo, eu sei que uma sinagoga, uma comunidade vai me acolher e ao povo judeu, ele é um um povo migratório, né?
Então, a gente se juntar a pessoas que têm uma história parecida com a gente ajuda muito. Então, esse esse lugar da gente ter esses, né, microgrupos, eu sei que vocês têm também, de se juntar, porque isso isso ajuda e facilita muito, né? Porque é uma dor, tem momentos que a gente fala: "O que que eu tô fazendo?" Sim. E aí foi muito engraçado. Eu tava, falei pra Cíntia, na comunidade da Fóbia, a gente faz uma viagem anual e esse ano a gente foi desbravar o nosso Brasil um pouco, a gente foi pro Sertão, para Cariri, um artista renomenado, assim famoso, ele ele tá ele tá agora na Bienal, enfim, só que ele mora no sertão.
Os quadros dele estão em vários lugares já no mundo. E aí ele falou assim para mim, eh, falei assim, ele falou assim: "Olha, me chamam para esses lançamentos". Ele tem nenhum vocabulário muito simples, né? Não fala a vernissagem, ele faz sempre os meus lançamentos para ver os meus quadros pendurados por aí. Mas eu não vou. Eu, né? um senhor, sei lá, 70, 80 anos. Eu falei assim: "Nossa, mas o senhor nunca saiu do setão?" "Não, não vou".
Eu falei: "Por que que você não vai?" Ele falou: "Porque a gente não volta igual. A gente nunca volta." E aí eu falei: "Como assim?" Ele falou: "Eu vejo os jovens voltando, eles não voltam". E eu achei de uma sabedoria tão profunda, de todos os ângulos, porque a gente sai de um, quando a gente vai embora, a gente não volta igual, a gente se abastece. E mesmo às vezes voltando, você fala assim: "Nossa, mas tanto do outro lado que não cabo nem mais aqui", né?
E ele falou assim para eu retrato o sertão. Então, para mim ficar no sertão, para retratar o sertão é importante. Por isso que eu não posso ir embora. E aí eu eu para mim fiquei pensando nisso, sabe? Quanto que é difícil quando a gente vai? Porque quando a gente volta, a gente não volta, a gente volta diferente, mas a gente não volta inteiro, a gente, né? Então tem vários camadas. Eh, >> e de novo, eu acho que para mim quando você quando você me contou essa história, traz muito dessa desse valor da diversidade, né?
E para você que já deu a volta no mundo, né? morando, muitas vezes viajando, passeando, escutar isso, entrar nesse mundo dessa pessoa e realmente ver que ele ele tem essa sabedoria de e às vezes até um medo também, né, de de não pertencer porque tá tão inserido >> naquilo e que ele já não tem mais como sair, né? É muito interessante conhecer isso. É, é como aquela história, né, que o pessoal fala, você não toma banho num rio nas mesmas águas.
Toda vez que você entra são águas diferentes. Eu acho que é uma analogia muito parecida com a pessoa que realmente sai do seu país e de repente quando volta, as águas da da do lugar onde ele morou já não são as mesmas. a vida das pessoas continuou, a cidade continuou se desenvolvendo, então ele já não volta pro mesmo lugar e ele também já não volta à mesma pessoa, né? Então é um novo processo de se readaptar caso ele volte pro seu lugar de origem, né? >> Exatamente.
Sari, vou fazer uma pergunta agora multicultural. Vamos quando você pensa numa mala de mão, né? A mala de mão é aquilo que a gente leva de mais importante que a gente tem para qualquer lugar, aquilo de mais valioso que a gente não pode despachar. Se você pensasse nessa mala de mão vindo do México, vindo da Alemanha, de outros países que você visitou, o que que de cada cultura você trouxe com você e que de certa forma te acompanha hoje no seu dia a dia?
Ai que pergun, gente, vocês são cheias de perguntas bacanas, né? Eh, você sabe que uma coisa falando em mala, primeiro eu falei, ela vai perguntar que que eu vou colocar de coisas físicas, né? E eu acho que quem faz migrações, a gente percebe que a gente não sou apegada a nada assim, sabe? Não sou pegada à casa assim, as pessoas, mas você muda de novo? fic mudo de novo, assim, a gente tem um desapego das coisas, assim, eu, pelo menos, eu tenho um super desapego das coisas, mas eu acho que o que eu levo assim, tem coisas que eu hoje em dia me orgulho de cada lugar que eu passei, né?
Então, a minha mãe, ela é alemã e ela é muito correta, eh, muito correta. Então eu eu para mim assim, eu acho que eu levo a integridade e assim é preto no branco existe para mim sim, é sim, não é não, que é certo, não pode mentir, sabe assim, respeitar as regras. Então acho que esse lado alemão meu, a justiça, sabe? O não jeitinho, eu não, o do jeitinho brasileiro, eu não sou fã do jeitinho brasileiro. Eu acho que assim, não, vamos cumprir a regra que todo mundo vai se beneficiar.
Então eu acho que leva esse lugar dentro da minha mochila. No lado mexicano, eu levo a novela mexicana. E aí eu falo: "O que que é novela mexicana?" Para mim, quando meu pai faleceu, eh, eu fui pro México e aí foi muito legal porque na minha família mexicana tem o advogado, tem o cara que não deu certo na vida, sabe assim? Tem de tudo. E eu lembro na casa da minha avó, tava todo mundo na mesma mesa sentado e cabia todo mundo igual.
E assim, as pessoas falando alto assim, tanto faz se você ganha dinheiro ou não ganha dinheiro. Assim, a gente tem o colo para todo mundo, essa novela mexicana acontecer, falou assim: "Não é possível que eles se dão bem, eles se dão bem, então essa coisa da é minha família, então tá bom, é minha família, vou dar mão e vou vou colocar no meu caldeirão." Então acho que desses dois lugares aqui, ah, e o Brasil acho que assim, eu tô falando dessas culturas mais fortes, porque acho que, né, se considerar, eu, né, não vou dos outros lugares que eu morei, mas são os lugares, são os norte que me guiam, né?
Então, onde eu for vai caber minha família, vai caber na minha mesa, assim, tanto faz quem você é, que que você fez na sua vida. Na minha mãe, eu falo assim, o correto, o alemão, o jeito certo de fazer para honrar o outro também, né? É muito para honrar o outro, eu acho. Vai caber. E eu acho que o brasileiro tem este sempre tem uma gentileza. O Brasil é gentil. Uma palavra é gentil. >> Nossa, que lindo. E eu vejo tudo isso em você. É muito bonito isso, né? É muito.
Eu vejo muito todos esses traços da sua mala de mão em você. Muito maravilhoso. >> Uhum. E e vamos falar um pouco sobre conexões. Nossa viagem agora eh tá fazendo uma conexão e vamos falar sobre conexões e relações entre pessoas. Eh, quando as pessoas mudam de um país pro outro, muitas delas tendem a buscar apoio e se conectar, se relacionar com as pessoas do seu próprio país para tentar criar um vínculo ali. Pô, sou brasileiro, eu mudei para um lugar, vou procurar outros brasileiros.
Esse tipo de conexão, ele, >> enfim, pode gerar e vantagens e desvantagens. Por quê? Porque muita gente às vezes se isola dentro daquela bolha e tem dificuldade de estabelecer conexões com pessoas até daquele próprio país que ela está. Então, buscar esses vínculos com pessoas do seu próprio país, você acha que facilita ou dificulta buscar essa sensação do pertencimento naquele país novo? >> Eu acho que é o mais natural.
A gente faz isso intuitivamente porque a gente precisa pertencer, porque se a gente não pertence, que eu falei, nosso corpo adoece, né? Então acho super importante a gente pertencer. E para mim é uma questão assim, eu acordo todos os dias e eu me faço três perguntas, tá? Por quê, para que e para quem? para me guiar nesse dia e para me conectar se eu tô indo no meu caminho de alma, no meu caminho de propósito. E aí, se você me traz essa pergunta, eu falaria isso assim: "Por que que eu estou aqui?" Para quem?
Eu faria mesmas perguntas, porque depende muito. Vamos supor, se eu tô no lugar onde eu quero ficar para ser resto da minha vida, então eu preciso me adaptar a outras pessoas, né? Eu preciso sair do meu grupo brasileiro e falar: "Pera aí, essa aqui é minha nova casa. Eh, se eu tô no lugar que eu sei que eu vou ficar um ano, eu vou voltar, pode até falar: "Olha, eu vou vou dividir meu tempo, né? Para que para quem, né?
Essas perguntas, vou dividir meu tempo, vou fazer um esforço para conhecer um pouco dessa cultura, mas na verdade assim, não quero criar laços tão profundos. eu quero criar um ou dois, porque depois vou embora de qualquer jeito. Então, acho que coloca muito assim, a gente eh eu eu hoje em dia eu falo assim, a gente sair do nosso piloto automático e a gente se questionar o que que eu tô fazendo aqui de verdade, que que eu quero aprender aqui ou já, né, também a gente poderia ir no já que tô um ano só aqui, não vou me conectar com os brasileiros, vou aprender essa língua, vou, Então, depende muito o que a gente quer fazer, mas é a escuta interna que nos guia pra gente fazer essas escolhas, não só no piloto automático, porque pra gente não se arrepender.
Depois, >> eu falo que é muita intenção, né? E aí tem a ver até com processo de marca pessoal >> que eu trabalho para você se reconhecer, para você saber da sua identidade, para você saber a imagem que você quer passar, para você se posicionar, seja onde você estiver, você precisa ter intenção. E aí eu achei bárbaras as suas perguntas que você faz, porque te dá um guia, te dá um note de clareza do que que você quer. Talvez não seja para 20 dias, é porque o mundo tá tão volátil, mas te dá um norte para aquele dia, pra presença daquele dia, do que que você vai fazer, até para prioridades.
Isso é muito maravilhoso, muito maravilhoso. Fiquei aqui pensando, eh, hoje a comunidade de FOB tem diferentes mulheres em diferentes ambientes, em diferentes mundos, eh, empreendedoras, empresárias, executivas de diferentes gerações também, que você sempre prioriza muito essa questão da diversidade. Quando foi que você falou que assim, nossa, deu certo isso, era tudo que eu queria ter construído para mim. Me conta quando foi esse a moment.
Eu acho que esse, acho que foi agora, sabia? Esse ano, porque esse ano a gente, ele não foi uma negócio, não é uma ideia de negócio, né? Então, esse ano foi o break even. Eh, e esse ano a gente bateu a meta de integrantes novas, assim, de falar assim: "Olha que legal, a gente é uma fila de espera". Eh, e eu acho que o momento ah, é quando uma pessoa fala assim: "Eu pesquisei muito outras comunidades e eu escolhi estar aqui." Então, acho que esse além disso, né, muito porque assim o ele não me guia como negócio, ele me guia como as pessoas afloram dentro da comunidade.
Então, alguém agora hoje em dia aplicando pra comunidade que a gente tem duas entradas, a gente cresce devagar, a gente tem todo o lance do pertencer aqui para quem não conhece, mas então alguém fala assim: "Nossa, eu escolhi essa comunidade". Eu acho que é quando falou: "Ai, assim, que bacana, é exatamente este lugar que eu quero você escolher". Fala assim: "Aqui consigo relaxar". Eu acho que esse feedback me faz esse momento de falar assim: "Conseguir".
Mudar de país é muito mais do que trocar de endereço. É deixar versões de nós para trás e descobrir outras pelo caminho. Espatriar entre os mundos que nos habitam. Um livro sobre pertencimento, identidade e recomeços. a venda na Amazon Barnes Noble e Clube de Autores. >> Quando foi que você percebeu na sua trajetória que a sua própria experiência de vida, a sua própria a a o seu próprio questionamento de encontrar o seu pertencimento, poderia ser utilizado para ajudar outras pessoas.
Eh, para mim acho que o foi o nascimento do meu filho. Eu tenho três filhos, né? A Cia falou aqui no começo, mais velho, porque e eu sempre trabalhei muito para pertencer, tá? Essa coisa de ser vulnerável e me colocar à disposição pro outro, ser curiosa, não foi uma coisa natural. A gente faz isso intuitivamente, a gente tenta, mas assim, não foi no lugar. E aí quando eu teve o meu filho, tive uma empresa, uma agência que eu vendi, eu deixei de ser uma superempresária para ser mãe e aí a meu mundo caiu.
Eu acho que as grandes mudanças em sites vem da dor, né? Eh, então a dor sempre um presente pra gente também. E aí eu falei assim: "Nossa, e agora? E assim, eu não sou brasileira, eu não sou quem que sou eu?" Porque o trabalho me sustentava, né? A gente pega lugares e cada um de nós, a gente pega, né? A gente pega alguma coisa na vida que a gente se segura, a gente fala: "Isso aqui me define, isso aqui pelo menos eu tenho isso aqui, né?
Se vocês pensam em vocês, eu tenho certeza que você C, você Rodrigo, vocês têm coisas que você fala assim: "Pelo menos eu tenho isso". E para mim era o trabalho, né? meu irmão tinha votado. Falei assim: "Pelo menos tenho isso porque isso me define." E aí eu entendi que o trabalho não me define. E aí eu fiz a transição, comecei a estudar neurociência, enfim, eu acho que a voz interna depois falei assim: "Pera aí, tudo isso me define".
Não tem uma coisa que me define, tudo isso. A Sari que migrou, a Sari que é mexicana, a Sari que é alemã, a Sari, né? Então quando consegui integrar que tudo isso não é não e acho que esse para mim foi um site muito importante. A gente não é ou a gente é i a Sari não é mexicana ou alemã a né mesmo em em para qualquer coisa, a gente não é bom ou ruim, a gente é bom e ruim. a gente, né, a gente é triste e engraçado. Então, quando eu percebi depois de um luto pro fundo, falei assim: "Eu não sou isso, eu sou e isso, né?
Essa integração fez com que eu falei assim: "Agora, agora vai, agora". E o pertencimento, a gente não precisa falar de migração, né? Quanto a gente sente dor de não pertencer e é uma dor profunda. >> Muito poderoso isso de trazer. Eu falo que traduzindo um pouco da questão da marca pessoal, eu falo muito que atendo muitas pessoas que estão muito apegadas aos seus próprios crachás, principalmente executivos, quando saem, fazem uma transição ou pro mercado empreendedor.
E a questão da identidade, eu mesma passei por isso, porque quando eu vim do Brasil para cá, eu era uma executiva de uma multinacional no Brasil que estava em licença maternidade, estava me redescobrindo naquele momento. E aí mudei para cá, me tornei só mãe, que eu falo que só o só tem uma palavra, tem um, né, um peso tão grande, >> porque não era ser só mãe, era ser mãe e poder me redescobrir com novas possibilidades que a Cíntia não tinha até então.
Eu falo que uma da um dos pontos mais difíceis para mim, quando a gente se mudou, não só da questão da adaptação, tudo mais, porque isso acontece mais cedo ou mais tarde, isso acontece, eh era no sentido de mudar a minha identidade no LinkedIn. foi tão simbólico quando eu consegui tirar quem eu fui da trajetória corporativa profissional e colocar que a Cintia tava ali redescobrindo novas possibilidades. E é muito é muito libertador quando a gente tem essa essa descoberta da nossa identidade, ver que a gente pode esse e ele e que não para, né?
Ontem até vi um post de uma amiga minha no Instagram falando que trazendo alguns exemplos que quando você faz 40 anos, né? Às vezes alguns lugares acham que você tá um pouco mais velha para ocupar algumas possibilidades. Com 50 acho que já tá um pouco mais aberto, mas enfim. Mas assim, se você começar com 40 anos a dançar, quando você tiver 60, você vai ter 20 anos de experiência na dança. Se você começar com 40 anos a estudar medicina, quando você tiver 60 anos, você vai já ser uma médica muito conceituada.
Então assim, começa independente da idade, porque a gente, né, tem que colocar perspectiva de futuro. >> Ai, gente, >> que legal, gente. Ai, aprendi super, que legal isso. E eu fiquei pensando assim, né, quanto que é importante a gente fazer essa trajetória de marca pessoal, porque marca pessoal não é só trabalho, né? é nossa bagagem inteira que coloca aí dentro, que nos define, que transpertório. Então eu fiquei aqui pensando assim, falei assim, fiquei com uma vontade de fazer minha marca pessoal, não de trabalho, minha marca pessoal eh de bagagem, de sári, porque ela inflete e reflete no trabalho, ela reflete, né, em tudo que a gente faz, >> filhos, né, agora vem filhos.
Isso, >> né? Então essa marca pessoal, Cia eu eu eu vou te ligar pra gente bater um papo. >> Gente, é muito gostoso. Eu já trabalhei com com essa marca também. Eu assim, eu acho incrível, né? Toda a trajetória que você construiu, reconhecimento que você tem hoje dentro de comunidade, de pertencimento, de saber que seu papel tá ali, que você vai agregando cada vez mais novos títulos, novas chancelas, novas credibilidades para sua marca.
Isso é muito maravilhoso, Rô. O nosso avião vai ter que chegar, ele vai arremeter ou ele vai conseguir pousar? Me fala, Rodrigo. >> Olha, eu acho que ele tá quase pousando, mas antes de pousar, ainda antes dos anúncios finais, >> sabia, sabia que ele ia fazer arremeter esse voo. >> Tem algo mais. E e Sari, eu eh eh explica pra gente um pouco, para quem para quem não conhece um pouco do eh eh dentro do trabalho do do FOB que você faz também tem um trabalho eh com lideranças empresariais, lideranças de empresa.
Como que lá, como que você aplica esse conceito do pertencimento eh relacionado à liderança empresarial, que esse particularmente é um assunto que me interessa bastante. e comenta um pouco pra gente sobre isso, como que você aplica esse conceito dentro da organização. >> Legal. Eh, o pertencer de novo, né? No momento que eu pertenço, e é assim, são estatísticas e dados, né? Se um funcionário, um colaborar que se sente perten pertencer, que é sua família, a gente sabe que ele pode receber uma oferta de até 45% mais de salário de um outro lugar, ele não vai.
Então, trabalhar ou pertencer, né? E aí, obviamente eu trabalho são várias técnicas que a gente pode aplicar dependendo que, né? Ah, é só liderança, não é só liderança, eu quero trabalhar um time inteiro, eu quero trabalhar a empresa inteira. Como é que a gente trabalha? Eh, a gente ou pode formar microcomunidades ou comunidades dentro do do da empresa ou através de facilitações, né? entender onde não consigo, porque tem empresas também que tem uma dança de cadeira constante, né?
Essa cadeira é o específico, nunca dá certo, né? Quem trabalha com empresas sabe que às vezes tem uma cadeira, fala assim, gente, troquei essa pessoa, essa pessoa não fica. Então, entender onde que o sistema impacta na cadeira, porque às vezes não é nem mais a pessoa, é a cadeira, né? Então, e analisar sistemas de organizações. Então, Rodrigo, você trabalha um pouco com isso, né? Você com certeza é um expert eh maior que eu, né?
Mas a gente entender esses sistemas, isso faz sentido? Essas, por que que essa cadeira não faz sentido? Porque se essa cadeira não foi sentido, posso fazer o que quiser de pertencimento, essa pessoa não vai sentir este lugar de pertencer, né? E aí a gente trabalha com várias facilitações, a gente trabalha com análise e a gente, enfim, traz algumas ferramentas para pertencer. >> Poxa, imagino que esse deve ser um trabalho muito bom de fazer, né?
Você aplicar todos esses conceitos. E eu acho que isso é muito válido, porque como você disse, realmente tem muitas empresas que enfrentam esse desafio e ter essa oportunidade de tentar descobrir e tentar solucionar essa questão, com certeza faz toda a diferença. >> É, e eu acho que tem um lugar também, esses dias tava num numa empresa dando uma facilitação pros líderes serem mais vulneráveis, né? Eh, e para pertencer um pouco mais, porque no momento que eu pertença de novo, eu posso errar porque não sou julgado.
Então são empresas, né, que tem o pertencimento e a gente, eu hoje em dia, tenho até o índice de pertencimento, sabe assim, igual índice de felicidade. E a gente vê eh quanto que essa empresa pode ser mais inovadora, quantas pessoas, porque é isso, né? Eu eu trago assim que hoje em dia a gente trabalha não muito não mais como na indústria na revolução indústria das 8 às 5 a gente trabalha a gente tem um grande insá dormindo, tomando banho.
Então hoje esse trabalho ele permeia o nosso dia a dia muito mais do que a gente senta lá. A gente não é um robô, né? Quando eu pertenço, eu levo isso para mim, porque isso faz parte de mim. Então você imagina quanto que isso traz de frutos, não só em turnover, mas em inovação, em se sentir bem, em dar muito mais quando que eu consigo pertencer dentro de um sistema. Ver >> e você é pessoa >> e a mesma coisa para filhos, tá?
A mesma coisa para filhos. Se meu filho, as pessoas muito, né, no meu consultório aí fala assim: "Eu tenho um problema com o meu adolescente, ele não quer mais vir comigo, ele tá fazendo birra, a família dele é chata". E aí de novo, se a gente trabalha pertencer dessa criança, dessa família, você vai muda completamente, porque ela pode ir embora e ela pode voltar, né? Então este lugar faz com que não tenha mais essa birra, esse conflito constante, porque você não tenta segurar de a qualquer custo.
Então, eh, é muito legal, o pertencimento, ele traz um lugar de autenticidade, de sentir-se visto, de não ter medo de perder o outro ou seu lugar. Então, enfim, acho que é meu propósito de vida mesmo. >> Você é uma empresa, está nos escutando aqui neste momento, contratem a área, porque ele começa como um efeito dominó. Se você não pertence em casa, você já sente que você não consegue pertencer à empresa, à cultura do país, a, né, ao mundo.
Isso para quem trabalha em outros países, né, de uma forma migratória, é tão possível e tão importante, porque se você não se sente pertencendo no seu ambiente familiar, no país que você tá, você quer voltar. E aí é uma estrutura familiar que toda muda, né? Bom, gente, agora eu vou ter que dar a notícia que nós estamos terminando. Rodrigo, conta pra gente o que que ficou para você desse episódio que nós fizemos com tantos assuntos. >> Tem duas palavras, mais três.
Olha só, eh, uma tigela de saladas e um smoothie. Que que significa isso? Eu tava vendo eh coincidentemente essa semana dois conceitos interessantes, que é o de multiculturalidade e de transculturalidade. Qual a diferença? Quando você é uma pessoa multicultural, você é como uma salada, uma tigela de salada. Você tem vários ingredientes sólidos que estão misturados ali dentro daquele bol, daquela tigela. E a transculturalidade é quando você faz um smoothie, você bate tudo e mistura e fica tudo junto ali.
E que significa que na transculturalidade você, as culturas elas não somente ocupam o mesmo espaço, mas elas interagem, elas engajam, né? Enquanto na multiculturalidade elas estão todas juntas no mesmo ambiente, mas cada um dentro do seu da sua bolha. E eu acho que o que a Sari trouxe pra gente hoje é um exemplo tão claro de transculturalidade, porque todo esse esse blend, né, esse smoothie, essa tudo tudo junto e misturado eh em relação às experiências que você teve, em relação à forma como você lida com a sua com a criação dos seus filhos e a forma como você transmite isso através do seu trabalho para outras outras pessoas.
Eu acho que tem tudo a ver com com esse contexto da dessa e é é muito mais do que uma mistura, uma uma tigela de saladas. É um smoothie, é tudo junto, misturado, tudo engajado. Acho que é isso. Fica para mim. >> Meu Deus, eu amei esses termos. Adorei, adorei. Eu aprendi muito com você, Rodrigo. Que maravilhoso. Uma missão maravilhosa. Adorei. E você, Sari, se revisitando, revisitando todas as suas viagens, aeroportos, bagagem que nós abrimos por aqui.
O que que ficou do episódio para você? >> Eu sou um smoothie. Eu tô adorando. Amei. Eu amei. >> Eu, eu, eu acho que é isso. E eu fiquei com esse muito gostinho de querer escutar muito mais de vocês, porque eu fiquei revisitando alguns lugares que foram muito doloridos para mim e escutar pessoas que passaram por isso. Então, o que vocês estão fazendo aqui é um colo, né? É um colo da gente saber que a gente tem n possibilidades, eh, e que inevitável que é uma jornada não fácil, né?
A gente falar que é fácil, a gente estaria mentindo. Ela é um crescimento enorme e eu recomendo, eu falo: "Meu, muda as vezes, eu sou a pessoa que sai do sertão e não volta nunca mais, mas eu gosto de não voltar nunca mais. Eu gosto desse meu lugar, mas ele não é fácil". Então eu fiquei que quando vocês me perguntaram, eu fiquei pensando que privilégio revisitar, que privilégio escutar vocês. Eh, então fiquei afim de fazer minha marca pessoal, não profissional.
Gostei do smoothing, então queria agradecer vocês. >> Ai, que delícia. E eu vou trazer o que que ficou para mim, né? Eu já conheço a marca da Sara há alguns anos, já acompanho. Nós somos amigas sem sem nos conhecermos pessoalmente, que eu gosto sempre de falar sobre isso. A amizade que surgiu da internet, que eu falo que já é de outras vidas. Eh, o que que fica para mim, né? Eu acho que a Sara é uma pessoa apaixonada e ela é movida por diferentes sangues dentro dela.
Mexicano, como ela falou, novela mexicana, a certeza de fazer tudo certinho do alemão, a gentileza do brasileiro. E eu gosto muito de te ouvir porque eu acho que essa paixão movimenta o mundo, a paixão por se autodesenvolver e por desenvolver as pessoas e por levar as pessoas juntos com você. Essa ela tem, né, uma hashtag que a gente sempre fala no nosso grupo que é uma puxa a outra e você é uma pessoa que realmente puxa as pessoas porque você vai melhorando e você quer que as pessoas melhorem junto.
Então o que fica para mim desse episódio, essa paixão que você tem, que move o mundo, que não nos faz ficar ali na multiculturalidade, mas sim na na transculturalidade de se movimentar e de se misturar e de levar essa paixão para adiante. Obrigada. Obrigada mesmo, querida. foi assim >> enriquecedor. Muito obrigada. >> Obrigada a vocês. Obrigada, >> Rodrigo. Para quem nos ouviu aonde nós estamos, para quem quer nos ouvir aonde nós estamos, quais são os canais, por favor? >> Então, se você gostou, bom, primeira coisa, né, Sário, muito obrigado.
A a sua história, ela mostra pra gente que a gente pode carregar muitos lugares dentro da mesma bagagem, né? e que pertencimento talvez signifique muito menos eh ou tenha a ver muito menos com o endereço onde você está, né? E tem muito mais coisas envolvida por aí. Enfim, obrigado por compartilhar sua história com a gente. E para você que quer conhecer mais o trabalho da SAR e da FOB, né, The Future of Belonging, acompanhe as redes sociais, vão estar aqui na estão aqui na descrição do vídeo.
E para você que quer acompanhar o podcast, o que tem na sua bagagem, estamos no YouTube, no Spotify, no Apple Podcast e siga o nosso perfil no Instagram para acompanhar as novidades, os curiosidades sobre os convidados e os nossos próximos programas também. Muito bom, ficamos por aqui. Compartilhe esse episódio, deixe seu like aqui também no nosso canal, porque pra gente quanto mais outras pessoas forem impactadas, melhor vai ser essa paixão, como né, como trouxe essa área super bem em movimentar o mundo.
Um beijo, até mais. >> Um beijo. Obrigada.
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