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ELA FEZ PACT0 COM BELZEBU - Mãe Michelly da Cigana | LendaCast #278: video thumbnail

ELA FEZ PACT0 COM BELZEBU - Mãe Michelly da Cigana | LendaCast #278 transcript

Daniel Pires, o Lenda · @danpireslenda

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Olá, trevosos e trevosas, seres das trevas. Aqui é Daniel Pires em mais um episódio do Lenda Cast, o seu podcast de terror e horror para ouvir antes de dormir. E hoje talvez não seja tão terror e horror, porque a minha convidada, que já veio algumas vezes aqui no Lenda Cast, posso dizer que é a minha amiga pessoal, já fui conhecer o santuário do Beebu maravilhoso

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Olá, trevosos e trevosas, seres das trevas. Aqui é Daniel Pires em mais um episódio do Lenda Cast, o seu podcast de terror e horror para ouvir antes de dormir. E hoje talvez não seja tão terror e horror, porque a minha convidada, que já veio algumas vezes aqui no Lenda Cast, posso dizer que é a minha amiga pessoal, já fui conhecer o santuário do Beebu maravilhoso que ela abriu lá e no Rio Grande do Sul em Viamão. Já fui conhecer a casa dela, participei de um ritual numa sexta-feira santa de abertura do túmulo de Beusebu.

Inclusive, sexta-feira santa tá chegando aí. Quero saber com ela se vai ter ritual novo. E hoje ela veio para uma proposta um pouco diferente. A gente vai bater um papo sobre a espiritualidade dela, sobre as entidades que ela cultua, os trabalhos que ela faz, mas ela também trouxe alguns oráculos, né, alguns jogos, não sei se pode chamar de jogos espirituais, mas uns oráculos espirituais para poder atender você que tá em casa.

Então, ó, já prepara o bolso porque hoje vai ter super super chat e vai ter um atendimento diferenciado com ela que já veio e sempre que ela retorna é sucesso. Viajou, senhoras e senhores, 18 horas de carro para est aqui e tá aqui com a gente hoje no Lenda Cast, mãe Michele da cigana [risadas] >> de volta. Bem-vinda. >> Obrigado, Dani. Prazer. Sempre, sempre para te ver um prazer, né? Ontem eu decidi, eu disse: "Olha, se eu não tô conseguindo passagem, vou de carro". >> Veio de carro, [risadas] meu Deus, >> dormi 1 hora e meia, mas tô aqui firme e forte e vamos tirar a dúvida do pessoal, responder o maior número de pessoas possível. >> Vamos.

Eu acho que a gente jogou só uma vez, né? Você veio jogou uma vez na na live no Lenda Cast alguma coisa, mas não foi uma jogou cartas, né? É, foi um jogo rápido, né? É, >> foi um jogo rápido de baralho cigano. Hoje eu trouxe o baralho cigano, eu trouxe os buúzios de Exu e eu trouxe o tarô sexual. >> O tarô sexual. Esse eu fiquei interessado. Vi ali que já tem uns desenhos. O que que é o tarô sexual? Dá para ver aquele ali? >> Dá.

Esse o tarôsexual é um oráculo, né, que fala muito sobre a vida íntima das pessoas, né, as pessoas têm dúvidas sobre a sua sexualidade ou de algum problema mais particular e pessoal que tá passando com seu cônjuge namorado, ficante. >> Ó, já vi um pintinho aqui, [risadas] ó. >> Só não pode mostrar na live. Pera aí, ó. Dá para mostrar aqui, Sara? Ó, ó, já vem a minha carta. Já vem um boy super forte. Será que vem um boy super forte por aí?

Pois é. Pag, pagem de paus. Gostei. Ó, o primeiro que veio aqui. E aí, dá para jogar esse daqui junto com eh para ver o que que você falou. Vida sexual, afetividade, como é que é esse? >> É, para ver sobre o relacionamento às vezes, né? Quando a pessoa tá num relacionamento com alguém que tá em dúvidas também sobre a sua sexualidade, dá para saber muito, eu uso muito ele para tirar dúvidas sobre às vezes ã gay quer sair com homem hétero, quer saber se tem chance, se há possibilidade, se há desejo.

Então é para essas perguntas mais picantes sobre a vida sexual das pessoas, para as que tm coragem, né, >> a gente tem um baralho sexual e dá para jogar ele hoje aqui também >> dá para jogar. Boa. >> Conforme a pergunta, a gente escolhe o oráculo. >> Você ouviu, Jorge? Hoje você não me escava. [risadas] Brincadeiras à parte, ó. Então, vamos fazer, mas a gente vai bater um papo antes. Não sei se dá para ver aqui na câmera geral.

A gente tem uma, tem aqui uma mesa que a mãe Michele preparou. Esse daqui são o que, mãe Michele, que você >> Esses são os búzios de Exu. Esses são os búzios que quem fala, né, quem traz a mensagem são os guardiões, nossos Exus e Pomba giras. >> Ali eu tenho algumas cores, né, ali na na minha guia. eh, que representa alguns Exus e as suas falanges. E ele também nos responde muito, eu acho, só que eu acho ele muito objetivo, ele é muito sim ou não, dá, não dá, né?

E fala muito sobre o que a entidade da pessoa está falando ou quem é a entidade daquela pessoa. Eu acho que o baralho cigano fala mais, mas tem clientes e clientes, tem clientes que gostam, preferem os buúzios negros. Esses eh oráculos, Michele, que você diz, eles são os oráculos que você abre quando alguém chega para você pedindo algum tipo de trabalho e aí são eles que te que mostram o caminho. É esses que você fala?

Sim, normalmente eu uso muito eles e chego a usar até o Búzios do Santo que eu não trouxe aqui do batuque do Rio Grande do Sul, porque eu tenho lá em casa uma consulta Dani para muito para iniciante. A pessoa ah mãe Michele, eu não sei nada de mim, eu quero jogar saber quem é meu exu, quem é minha pomba gira, quem é meu cabôlo, quem é meu orixá. E aí essa consulta específica ela eu reúno os três oráculos e jogo os três ao mesmo tempo, né?

Claro que um de cada vez >> para fazer um como se fosse um mapa das entidades para que aquela pessoa possa cuidar, cultuar ou até se iniciar na religião. >> Entendi. Então dá para jogar iniciar eh jogando com eles, né? >> Sim. >> Com eles. E é bonito, né? >> É bem bonito. E também assim, ah, o meu Exu tá pedindo alguma coisa, aí a gente joga e pergunta, né? Minha pomba gira quer tal coisa, posso fazer tal coisa. Também é muito um sim ou não para orientar as pessoas que estão com dúvidas em tomar decisões mais urgentes. >> Aham.

E esse esse esse daqui que tá aqui é qual que é das cartinhas aqui? >> Esse é o baralho cigano adicional baralho cigano. Aham. >> Baralho cigano. Esse aqui em volta são a gente vai daqui a pouco a gente vai mostrar na câmera detalhe e na hora que você for jogar vai dar para vai dar para ver o detalhe. Tem até os tridentinhos ali. É bonito esse, né? >> É. Esse ali é um garfo, tem um garfo de Exu e da Pomba Gira. Até pra gente saber quem tá respondendo, quem tá falando mais no jogo, se é o Exu ou se é Pomba Gira, >> tá?

E na espiritualidade, porque eu realmente eu não eu não entendo. Então, pela sua espiritualidade, da sua religião, e essa daí é de qual vertente religiosa? É o quê? Quimbanda, candomblé, é quimbanda. >> Quimbanda aqui eu trouxe o o buz de exu da quimbanda. O baralho cigano é usado com o povo cigano do Oriente e na Umbanda também. O baralho cigano também se usa na Kimbanda. O meu não tá cruzado pela Quimbanda. Ele, o meu é cruzado com o povo cigano do Oriente, mas tem baralhos que são cruzados também pela quimbanda.

E o tarô sexual, ele ele é um é um é um, como é que se diz? Um jogo mais livre, assim, ele não tá vinculado a uma religião, >> uma religião, >> mas quem tem espiritualidade consegue decifrá-lo. >> Aham. E aí, pelo por esse lado espiritual, quem que responde quando você joga, né? Eu realmente não entendo. Então, por exemplo, você joga o Búzios de Exu, quem que vai responder? Qual é a entidade que tá próxima para responder ali? >> Aqui o meu, ele foi cruzado e feito dentro do assentamento da minha Maria Padilha.

Então assim, ó, a cabeça do meu jogo é ela. Porém, como a gente tem ali, ó, cada cor, cada passagem que a gente chama dessa guia, >> ã, cada ali é uma entidade e na hora do jogo, não somente a Maria Padilha pode responder, como eu posso sentir a presença e a resposta de alguns exus que estão ali representados pelas suas cores. >> Ô, Sara, eh, vamos tentar jogar uma um zoom já nessa mesa. Daí daqui a pouco acho que vamos trazer já para perto da mãe Michele, porque ela tá explicando, quer trazer mais perto de você.

Aí, ó, porque aí vem um um lugar bom aí que a Sara vai jogar ali a câmera e a gente já conforme você vai explicando, acho que é bom já dar o zoom ali para explicar cada instrumento antes de de jogar, porque a gente tá explicando de longe, talvez na câmera geral não dá para você que tá em casa olhar. E daqui a pouco a gente vai abrir aqui os oráculos, não é agora. E e vai ser por super chat a partir de R$ 50. Então, se você quiser passar com uma consulta com a mãe Michele, seja no Búzios, seja no tarô sexual ou seja no outro que é o >> o baralho cigano, já prepara aí o seu super chat.

Quem é membro ou membra, não precisa apagar super chat que eu vou escolher para eh para passar com uma consulta aqui, mas não é agora. A gente vai bater um papo primeiro e daqui a pouco a gente abre a consulta. Então, só de novo, Michele, dá para ver agora no detalhe, Sara? Ah, agora melhora ali, ó. Boa. Então, esse do meio que é o buúo de Exu. É isso. >> Isso. Aqui são os buúzios negros que eles a gente coloca na obrigação.

Na obrigação vai os buos. A gente pode colocar mais coisas aqui. Como eu eu tava em viagem rápida, assim, decidi viajar muito rápido, eu peguei o o básico, né? >> Os búzios negros, o garfo que representa o Exu, o garfo que representa a Pomba Gira. Pode ver, ó, tá bem velhinho, ó. e tá com achorô, porque ele come na obrigação. Quando a gente faz a sacralização da pomba gira uma vez por ano, a gente é o sangue, >> o sangue a gente fortifica ele, né?

Fortalece. >> E aqui é uma guia que não necessariamente era para ela estar nessa peneira, >> né? Hã, ela poderia estar somente aqui no nosso, a gente pode até tirar depois daqui, colocar só no pano, se for o caso, mas aqui tem cada eh cor dessa dessa guia representa, né, exus e pomba giras que podem responder além da Maria Padilha nesse jogo. >> Então elas estão em volta porque tudo isso daí tá, entre aspas eh abençoado e mantado com a energia dessas dessas entidades. É isso. foi preparado para que Exu e Pomba Gira possa se comunicar conosco através desse oráculo, através, né, da da evocação e de uma pergunta feita por um cliente. >> Boa, boa.

E aí o outro é o baralho cigano, que dá pra gente mostrar também no detalhe aqui. >> Sim, baralho cigano composto por 36 cartas. >> É, só vem mais pro meio ali. Aí, boa. >> É baralho cigano. Ó, daqui o meu da Santa Sara, todo mundo acho que conhece. Acho que é um dos mais é Santa Sara. >> [risadas] >> é padroeira do povo cigano. E aqui também através dessas cartas, das suas figuras e do que a gente escuta, né? Porque não é só as figuras, é também a conexão espiritual, a gente consegue dar uma boa orientação pro cliente. >> Boa.

E tem o sexual também que dá para mostrar. Joga pro detalhe. Se passar algum pintinho, você vai passa rápido. >> Sexual, tá? Pera aí. Vamos lá. >> Vamos virar. Ó lá. Se passar algum explícito, ó, tem um bumbum, um peitinho. >> É. >> E esse daí é o tarô sexual, ó. Esse é o tarô sexual que tren >> figuras. É, são figuras. >> São figuras sexuais. >> Boa que dá pra gente fazer esse daí. Eu fiquei curioso para saber o que que vem.

O que vem aí? E dá para perguntar qualquer coisa, né, Michele? Para aí. >> Dá para perguntar qualquer coisa. >> Tô afim de um boy. Esse boy é só saiu, só sai com mulher, é hétero, mas tô afim dele. Po, aí joga aí. Aí, >> tem tá preparado pra resposta, né, Dani? >> Eles podem perguntar, mas tem que tá preparado para resposta. mesmo. Tem que preparado que vai sair aí, né? Vai sair. >> Boa, boa. Então, aí a gente deixa um pouquinho ali de lado.

Vamos bater um papo sobre sobre as entidades e tudo e aí daqui a pouco a gente abre o a consulta com a mãe Michele. Então, já prepara aí o seu super chat. Não manda ainda, não adianta mandar porque eu ainda não abri a não abri as perguntas, não abri o atendimento. Na hora que abrir o atendimento, se você quiser, tiver alguma pergunta e a pessoa pode perguntar o quê sobre o que o que quiser, trabalho, relacionamento, vida pessoal, >> ela pode fazer uma pergunta objetiva, né?

Como a gente vai responder muitas pessoas, a gente não vai poder responder, ã, fazer uma abertura geral, mas a gente faz objetiva no que ela quiser saber, com nome, data de nascimento e a sua pergunta objetiva. Se ela perguntar do marido, namorado, vai ter que mandar o nome dele. >> Ah, não vai, vai ter que quebrar o nome ou >> pelo menos o primeiro nome, né, da pessoa, >> tá? Ah, primeiro, pelo menos o primeiro, não precisa ser o nome completo. >> Se tu quiser não expor a pessoa e tu me mostrar o nome da pessoa, assim, eu posso responder ela sem falar o nome dela.

A gente pode não expor o nome dela, né? Tem gente que paga ali o super chat e bota assim, ó, não gostaria de ter sigilo >> aí, não sei se é >> se tu conseguir ler aí o nome, o nome da pessoa me mostrar, a gente pode responder, >> então a pessoa pode mandar aqui no super chat, eu mostro para você. É, >> tá? E aí não precisa falar. Bom, enfim, então é nome completo da pessoa, data de nascimento >> e a pergunta objetiva. >> E a pergunta objetiva, então tem que ser uma pergunta direta, gente.

Eh, meu trabalho, minha saúde, o boy. Eh, e tem uma um direcionamento, Michele, do que que mais as pessoas perguntam, mais as pessoas querem saber nesses trabalhos? >> Muito sobre relacionamento, né? E financeiro e o top um agora hoje é relacionamento e o financeiro, >> dinheiros. dinheiro. E deveria ser o dinheiro, né, o top um, porque o dinheiro que resolve tudo, né? >> O dinheiro resolve tudo, até um amor, aqueles lâ até um amor. >> Hoje eu tava falando para uma cliente porque ela tava muito focada no eu vinha para São Paulo dirigindo, né? eh quer dizer, dirigindo no carona, falando com ela, eu tava falando para ela, parece que às vezes a pessoa não dá, não liga o start, né, de que o financeiro resolve o resto, porque através do financeiro tu consegue fazer uma amarração amorosa ou consegue, né, um adoçamento, uma união.

E não, as pessoas às vezes elas querem o amor e deixam o dinheiro para depois, mas o dinheiro deveria estar na frente porque ele abre portas. É, e também o dinheiro, né, ele traz outras possibilidades, né, de você se cuidar de uma maneira estética, de você ter ter posses e ter bens e essas coisas engrandece a gente, né, e a gente vai atrás de de relacionamento. Assim, eu hoje em dia eu me sinto muito mais preparado para namorar um boy, porque eu tenho, né, eu posso levar num restaurante mais legal e tudo.

Então, o dinheiro vem primeiro, né? >> Aí essa semana eu falei disso, eu digo, se eu tivesse no meu no meu modo de modo de fábrica, hein, Dani? Eu com 47 anos que eu tô no, se eu tivesse no modo de fábrica, eu tava muito mal. >> Como assim modo de fábrica? >> Modo de fábrica é quando tu não faz nada. >> Aham. >> Né? Depois, nesse período aí, eu já fiz 500 lipo, 500 silicone, 500, né? A gente bota lente, a gente emagrece. >> Já fez lipo? >> Fiz.

E é, é complicado assim. É, >> já fiz três lipos, já fiz bariátrica. >> Morro de medo. A bariátrica eu lembro que você contou. >> É, troquei o silicone já três vezes já. Eu tô sempre em função de olhar. Eu acho que que a nossa boca, o nosso dente é o nosso cartão de visita. É, >> é muito importante a gente cuidar. Então eu brinco assim, eu digo: "Ah, será que a mãe Michele em modo de fábrica comoaria hoje?" Né? A gente tem essa curiosidade, tem modo de fábrica ainda, mas [risadas] meu modo de fábrica aqui, ó. Ó a pochetinha.

Tô indo na academia, mas eu tenho morro de medo de fazer lipo. Não tenho, eu não tenho coragem. >> Capaz, Dani. >> É, >> não, tudo é a primeira vez, depois só vai. >> Meu Deus, eu morro de meu. Já vi uns negócios de lipo aí, de gente que fez que não deu certo, que deu uns negócios. >> Não, tem que tem que tem que escolher um médico bom, né? clínica boa, não dá para ir no mais barato, não dá para ir naquilo que não tem indicação, >> não.

Tu tem boas condições, tu tá >> Não, mas mas sabe que eu gosto da minha da minha pochete? >> Para de guardar dinheiro no colchão, [risadas] >> gente. Alguém falou para mim esses dias assim: "Você tá guardando muito dinheiro". Aí eu falei: "Ah, que guardando dinheiro? Quero comprar minha mansão, meu filho." É, é verdade isso que você falou, né? O dinheiro, eh, tem muita gente que tem essa coisa do dinheiro que não traz felicidade.

Talvez o dinheiro não traga felicidade se você não tem saúde e tudo mais, mas o dinheiro, se você tem saúde, sabe usar, ele traz muita coisa boa, né? >> É que as pessoas elas têm a ilusão de que a felicidade ela é 24 horas por dia. A gente não é feliz 24 horas por dia. A gente tem momentos felizes e o dinheiro corrobora, como é corrobora, para que tu tenha essa felicidade momentânea e que ele ajuda a facilitar, né? >> Não.

E dinheiro facilita a vida. Eu já vim de um momento da minha vida, acho que você também já contou aqui, que eu, pelo menos, eu não tinha dinheiro para nada, precisava fazer qualquer coisa, não tinha dinheiro para para comprar uma lente de contato. E hoje em dia que eu tenho dinheiro para fazer o o que eu preciso, ah, quebrou o carro, arruma o carro, é, ah, preciso viajar, compra passagem, vai viajar, vai resolver. É, a minha vida é muito melhor assim, não tem não tem o que reclamar de grana.

Então, quer dizer que o pessoal te procura mais ainda para amor. >> Mais ainda para amor. >> E mais mulher. >> E mais mulher. mulheres, mais clientes, mulheres procuram >> e o e o público LGBT também. Eu tenho muitos assim seguidores, clientes, pessoal me procura direto também. >> Quando você fala público LGBT, mais homens. >> Mais homens. Uhum. >> As lésbicas canam muito. >> Tenho, tenho um, tenho um agora tô com bastante mulher até.

Essa que eu vim atendendo para cá, ela é casada com homem. A mulher que ela, eu não vou falar porque eu não falar o nome dela, né? Ela é casada com homem. O, a outra é casada com homem. O marido da outra já desconfia, já imagina e elas se encontram, mas elas ainda não acham que estão numa condição ainda financeira para assumir o relacionamento das duas. Essa é a treta delas. >> Quer dizer, marido, esposa, marido, esposa, as esposas se pegam, >> se amam.

Elas, elas não só se pegam, elas têm um sentimento e no sentimento que querem ficar juntas. >> Mas os maridos são amigos? Não, >> não. >> Só o marido de, o marido de uma não desconfia, o marido da outra tem certeza. e finge que não vê. >> É porque tem homem, eu já vi casos de mulheres que querem ficar com uma outra mulher, o cara gosta >> falar: "Beleza, chama ela aqui, mas nesse caso ele tá desconfiando e ela e ela fala que não tá gostando." >> É que eu acho que o cara também percebe quando é só uma coisa sexual do momento, né?

E quando existe um sentimento, daí já daí já a pegada é outra, né? Eu acho, né? Acho que o o que traz os ciúmes não é o o que traz os ciúmes é o sentimento, né? Não acho que só o >> o contato do momento, né? >> do do sexual, né? né? E no caso delas é sentimento. >> É sentimento. Aham. >> E aí e qual que e elas tá te elas estão te procurando para >> A uma delas tá me procurando porque ela tem um sentimento, ela quer ficar com a outra, mas ela quer ainda que a outra espere porque ela acha que não é o momento de de assumirem, porque uma delas precisa ainda.

Aí voltamos naquela questão financeira, organizar sua vida financeira. >> E aí ela, mas ela te procura para quê? Para melhorar a vida financeira. É, >> ela me procura porque ela quer que há que tenha condição melhor de dinheiro para ela se mudar para um condomínio que ela quer morar. >> Ela quer que a mulher que ela, além que a mulher espere o tempo certo para ficar com ela, a mulher pague ela. >> Pague ela. >> Quer demais, hein, fia, né?

E quem e quem que é a sua cliente? É essa daí. >> Essa daí é minha cliente. >> Mas o que que ela tá te pedindo? Um trabalho para mudar a cabeça dela? Hoje eu dei o trabalho para ela, dei um trabalho pro povo cigano, que é um trabalho que a gente faz com as mãos de cera, que é para a pessoa que tem um relacionamento contigo abrir a mão e te ajudar financeiramente. >> Tem para isso também, Michele? Passado. >> Sim. Esse trabalho é muito feito, porque assim, às vezes os relacionamentos não existe essa comunicação, né, clara e aí a pessoa quer que a outra adivinhe, né?

Eu acho que é muito mais fácil conversar, falar, né? Você fala: "Olha, >> tem gente que não fala que quer fazer a macumba para que a outra dê espontaneamente sem que a pessoa peça." E a gente faz isso não trabalho com mãos de cera pro povo cigano. Tem com mãos de batata, tem com mãos de padê de farinha de milho. Vários trabalhos ciganos para isso, pra pessoa abrir a mão. >> E quem que é o povo cigano? Porque você é mãe Michele da cigana, né?

Eu eu falo para você que de verdade assim, sem eh sem pieguice, mas eu esse esse universo da quimbanda de Beusebu, de Maria Padilha, eu conheci com você. Quando quando o Beusebu explode lá na tua casa, viraliza na internet, né? Eu lembro até da legenda do cara, vizinho novo chegou chegando e aí eu falei: "Caramba, que coragem dessa pessoa, né? Quem que será que é?" Eu eu sempre falo também que eu imaginava um homem de terno, né? com charuto na boca assim, tipo, não querendo aparecer.

No outro dia aparece a mãe Michele de vestido vermelho. Ah, ele é a a entidade que eu cutuo. E aí eu fui atrás de você, você me respondeu prontamente e aí eu falei: "Cara, que barato, né? É, é interessante a gente ver que tem outras entidades sendo cultuadas. Mas a cigana, eu nunca entendi direito. Quem que é o povo cigano que você cultua? >> O povo cigano que eu cultuo, a minha cigana é uma cigana do da linha do Oriente.

E o povo cigano do Oriente, ele não está atrelado a nenhuma religião, >> tá? O povo cigano ele é livre, ele, né, ele vem de vários lugares do mundo, vários clãs, várias culturas, só que o povo cigano, aonde ele é bem-vindo, ele fica. Então o povo cigano, ele foi acoplado e acolhido na Umbanda e na Quimbanda. Então ele se ele, né, ele se acoplou a essa religião. A gente pode dizer que tem pessoas hoje e sempre teve também, não só hoje, até vou me corrigir, que cultua o povo cigano independente de terem um terreiro de umbanda, de terem um terreiro de quimbanda, ou de uma religião.

Um povo cigano é um povo da vidência, um povo da alegria, da música, da fartura, da prosperidade e é um povo livre. E eles são pessoas que viveram aqui, que tem uma uma, como que se diz, uma espiritualidade aflorada de ver futuro, os espíritos dele. É isso. >> O espírito cigano. Sim. A minha cigana, ela conta uma história que ela faleceu aos 16 anos, eh, que ela veio de Andalusia, que ela foi envenenada no no acampamento que ela morava, porque ela desejava um menino que já tinha um relacionamento com outra menina.

Então, ela foi envenenada, faleceu. Então, e todos eles viveram e tiveram uma história, né? E eles trazem essa essa se presente para nós que é a vidência e que são os caminhos abertos e todo toda energia positiva. O cigano é muito positivo, assim, eu vejo o povo cigano ã ele perdoa tudo, ele ele quer arrumar tudo, ele é muito unido, ele quer que todo mundo se dê bem. O povo, se a gente vivesse na energia Dani do povo cigano, o mundo era de outra forma, né?

Aquele a ideia que eu tenho de cigano, de ciganos, é aquela ideia das ciganas com aquelas saias coloridas que às vezes eu via no Bras aqui no centro de São Paulo, na Eas, ah, deixa eu ler sua mão e tal, e elas queriam ler a mão da gente. Essa eu eu confesso a minha ignorância do povo cigano, assim, essa acho que é a única ideia dos ciganos que eu tenho. Tinha uma novela que chamava, acho que é, como é que era, que tinha o cigano Igor, lembra?

Andara. >> É, tinha. E aí é uma coisa, essa coisa mais mística, né, do Mas eu confesso que eu não entendo o povo cigano. Então o povo cigano é esse mesmo povo, esse mesmo povo com as roupas coloridas, que eles vão eh morando em lugares diferentes? É isso ou eu tô equivocado? >> É, eu eu sempre escutei às vezes piadinha, né, na internet assim de ai que a cigana rouba criança, que a cigana roubava carteira. Gente, quem não conhece a história do povo cigano, é claro, Dani, que assim, ó, povo cigano, povo, sei lá, todo povo é composto de pessoas e pessoas têm os seus defeitos, né?

A gente não pode falar de pessoas, mas assim, ó, para mim, o povo cigano é o lado positivo. É um povo alegre, é um povo humilde, é um povo unido, é um povo de prosperidade, é um povo do perdão. E assim, pelo menos o que eu aprendi com a minha cigana, né, a Madalena, tanto que eu não pude ficar só sendo a mãe Michele da cigana, trabalhando só com ela, porque a Madalena, o povo cigano, ele é um pouco limitado assim, né?

Ela diz: "Ah, onde tem luz não vem as trevas, o povo cigano é luz". Mas quem vai lá nas trevas, alguém tem que ir, né? Então [roncando] o povo cigano ele é meio limitado para algumas coisas, >> mas e também tem uma grande um um grande uma grande confusão aí com o povo cigano, porque assim a tem ciganos que são do Oriente, são livre, eles podem incorporar tanto na Umbanda quanto na Quimbanda. E tem o cigano Exu, que é o cigano que é preso na quimbanda, que é aquele cigano que recebe a chorô nas suas obrigações. É. e que o povo cigano do Oriente não, o povo cigano do Oriente é flores, vela, incenso, perfume, aquela coisa muito mística, sem nada de achorô. >> E o o Exu e a Pombagira cigana, eles são, a gente diz que eles são aprisionados de alguma forma na quimbanda, porque eram ciganos que foram expulsos dos seus bandos e se tornaram exus e pombagiras. >> Então esses aí tem uma diferença, mas todos transitam juntos, todos frequentam, ah, vamos ter uma festa cigana.

A gente não pergunta: "Ai, quem é Exu cigano? Quem é cigano do Oriente? cigano para mim é cigano, é um povo lindo e é um povo que traz um ensinamento maravilhoso, porque as mulheres saíam pra rua para buscar o sustento, né, do do do seu do seu bando ali. E enquanto os homens ficavam no acampamento, faziam o artesanato e a mulher saía em busca do sustento, lendo carta, lendo mão as ciganas. >> Ó a diferença aí, ó, do da nossa sociedade que fala que o o homem vai trabalhar fora e a mulher fica em casa cuidando dos filhos.

O cigano é o contrário. >> Nem sempre o cigano às vezes se se ficava cuidando do acampamento das crianças, fazia o artesanato e as mulheres buscavam o sustento. >> E o sustento era >> através da leitura da mão, a leitura da borra do café, a leitura das cartas, enfim, cada um com a sua com o seu clã cigano, com as suas com as suas coisas mais místicas do seu bando e da sua região. >> A borra do café também são eles que leem? >> Sim, a borra do café também >> já leram para mim.

Eu fiquei impressionadíssimo. >> Essa semana eu falei sobre isso que eu não leio, né? Eu não, eu não. >> Você não lê borra? >> Não, mas eu incorporada com a cigana, ela lê. >> Ah, >> eu não leio o tarô. O aquele tarô 78 cartas. Quando eu estou incorporada com a cigana, ela lê. Esses são ela que lê. >> Ela que lê. E você falou agora que ela tem uma história cigana que você incorpora, né? Ela é uma jovem, ela é como é que é? >> Ela contou que faleceu aos 16 anos. >> Então ela, a que você fora tem 16 anos. >> Adol isso.

Cada entidade minha, eu sei a idade delas. assim, por exemplo, eh, e eu não soube isso de de imediato assim, sabe? Tipo, ah, eu incorporei a cigana, ela já chegou contando a história. Até importante falar isso porque tem muitos médiuns que estão iniciando agora, que vão começar a comparar sua espiritualidade. Ah, eu incorporei, minha entidade ainda não contou a minha história. Gente, eu demorei 18 anos para descobrir a história da minha Padilha, sabe? 18 anos de incorporação.

A cigana também foi quase 20 anos, assim, então tudo tem, eles têm o tempo de contar. Eu acho que é uma permissão até espiritual. H, do tempo certo para eles dizerem da onde vieram, o que faziam, que idade morreram. >> E eu sempre também tive dúvida, como que essas entidades chegam até você, assim, por exemplo, porque você incorpora cigana, Maria Padilha, quem mais? >> Eu incorporo a rainha das sete encruzilhadas. >> Aham. >> Ogumê da Calunga, vovó Joaquina Preta Velha, a Mariazinha que é a Cosm. >> Erê, >> Erê. Ã [suspirando] a, eu acho que é isso aí, né, Dani?

Para raio da Aruanda. [risadas] >> E aí, eu sempre me pergunto como que elas chegam até até porque eu já vi também de outros pais e mães de santo que vieram aqui falar em mães de santo. Será que a gente já veio outra mãe de santo? Acho que a Michele é a única, né? >> Acho que sim. >> Acho que nunca veio outra mãe de santo aqui. Acho que só veio o pai de santo. Vieram alguns. Agora mãe de santo acho que não é só você.

E e eles sempre falam: "Ah, eu eu incorporo tal entidade, tal entidade, tal". E como que é isso assim na sua religião? Eles chegam até você em algum momento? Eh, qual foi? Você lembra a primeira vez que você incorporou a cigana, por exemplo? >> A primeira vez que eu incorporei a cigana, eu lembro, mas é que a minha primeira incorporação foi com a Maria Padilha. Ah, >> então assim, eu tava, eu frequentava o terreiro e eu tava parada assim na assistência e aí veio um rapaz que tava incorporado com Exu Caveira, João Caveira e ele pegou um xutão assim, ele tava fumando um xuto e ele começou a me borrifar, eu tava parada e ele começou a me borrifar xuto.

Eu comecei a me sentir tonta assim, ficar a soprar >> soprar a fumaça. >> É. E aí eu comecei a ficar tonta, sentir que eu ia cair assim e ele me pegou, me levou pra frente do tambor e começou a a me arrodear assim, me girar. E aí ali eu senti que uma energia muito forte tomou conta do meu corpo, porém eu continuava ouvindo e continuava enxergando. E aquilo para mim naquele momento foi torturante porque eu queria parar de fazer alguns gestos >> porque eu pensava: "Meu Deus, que vergonha esse monte de gente me olhando, que que eu tô fazendo aqui?

Porque eu não sou fumante, né? A Padilha fuma cinco, seis charuto na noite na incorporação >> e eu não sou fumante. >> E desde e naquele dia ele pegou e botou um charuto na minha mão e botou uma garrafa, aquelas garrafas de cerveja antiga assim de vidro, umas de 600 ml, não sei. E eu fic e a Padilha ficava tomando aquilo e fumando e eu e eu querendo largar a garrafa, eu querendo parar, eu pensava vendo >> tava vendo.

Eu pensava que eu tava me fingindo. Era horrível, era uma sensação horrível. Eu queria, quero parar com isso. E começou aquela luta. E aí naquela época eu tive uma mãe de santo boa assim que ela me contou, ela ela porque todo mundo te diz que não é normal. Aí as pessoas pensam: "Ah, quando eu incorporar eu vou apagar, não vou ver nada, não sei de nada". Não, >> que é o inconsciente, né? Não, tu tu tua alma não sai do teu corpo.

Tu não morreu para aquela entidade entrar no teu corpo. Tu tem algumas pessoas vão ser médium consciente a vida inteira >> e outras a entidade aos poucos ela vai te apagando. Aí por um bom tempo, Dani, eu enxergava e ouvia tudo. Depois por um bom tempo, parecia que era uma festa que eu tinha ido há muitos anos atrás. Eu tinha flashes assim de lembranças. >> Entendi. >> E daí depois quando fazia fez 18 anos de chegada, aí realmente eu cheguei de vez, mas demorou >> 18 anos.

Então você incorpora Maria Padilha? >> Não, Maria Padilha incorporo a 33. >> Ah, 33 anos. >> Eu só parei de ouvir e de enxergar quando ela fez 18 anos que ela que ela chegava no meu corpo. E quando aí a cigana veio, quando a Padilha já chegava em mim há uns do anos. Aí um dia eu tava incorporada de Maria Padilha e ela foi pro tambor num ponto cigano. Ah, como é que tu sabe? Porque nesse momento eu ainda via e ouvia. >> Mas como assim?

Ela foi para um tambor. >> Eh, na sessão tinha um tamboreiro tocando, né? tocando ponto da entidade e ele começou a tocar um ponto cigano e ela foi pra frente e deu passagem pra cigana. Então a cigana já veio num corpo de que de de um de uma incorporação que eu já a gente como é que a gente já entende como é que funciona, né? Porque tem entidades que t contato a primeira vez com o corpo e tem entidades que já já tiveram esse contato.

Então não dá pra gente comparar uma espiritualidade com a outra. A gente tem que cada entidade é uma entidade, né? E tem essa maneira de chegar. E ela que deu espaço pr pra cigana, Maria Padilha. >> Deu espaço. E aí eu comecei a incorporar a cigana a partir dali da depois de uns dois anos que eu já incorporava a Maria Padilha. Só que daí eu não era mãe Michele da cigana, nem mãe Michele da Padilha, porque a princípio eu nem queria ser mãe, né?

Eu não tinha essa ideia fixa que as pessoas têm hoje. Hoje as pessoas entram no terreiro >> e elas nem lavaram a cabeça. Elas já estão: "Eu quero ser mãe, como é que como é que quando que eu vou me aprontar? Quando que eu vou ser mãe?" E não é assim, né, Dani? Não, >> o que é ser mãe? Ser mãe de santo é estar eh ser mãe de santo é estar preparada para que tu carregue um grande legado e uma responsabilidade não somente sobre o teu terreiro, os teus filhos, mas a vida de todos os teus clientes, né? >> Porque o você falou que você não tinha essa pretensão, então, no começo. >> Não, não.

Eu ia na religião por causa da minha saúde, que eu tive como eu já contei, né? uma resposta grande na saúde, eu ia porque eu gostava, porque eu queria desenvolver a minha mediunidade, porque eu queria saber mais sobre as entidades, porque eu queria aprender a a como lidar, como tratar, como cuidar, sem nenhuma pretensão de abrir terreiro. >> E aí é as entidades que vieram e foram trabalhando. >> Aí foi a cigana que um dia disse ã para mim que eu deveria abrir casa de religião, que a minha missão era espiritual, que eu ia deixar de cuidar de pessoas como técnica de enfermagem, eu ia passar a cuidar de pessoas espiritualmente.

Ah, era técnica de enfermagem. >> Eu lembro que quando eu fui no na inauguração, eu acho que foi, não sei se foi no santuário, acho que foi no santuário de Beebu, eles fizeram uma homenagem para você e passaram um vídeo e aí mostraram alguns lugares que você eh atendia com a com a cigana. Tinha uma casa, tinham que era uma casa e tal e aí que você atendia com a cigana. E eu eu f eu eu não sou da religião, eu ficava, mas o que que é, será atender com a cigana, né?

Então é o quê? Você ia pr os lugares, incorporava a cigana e ela que dava atendimento para as pessoas. >> Quando a cigana falou que eu tinha que abrir casa de religião, ã, foi muito rápido, assim, ela falou: "Quero tal coisa". E aí eu tava num momento financeiro muito difícil, eu não tinha condições. Ela e aí eu comprei dos dos Paraíba, aqueles caras que vende os cearense, né? Eu comprei um tapete, uma cortina, umas almofada [roncando] e eu tinha já meus assentamentos ciganos que a minha mãe de santo tinha feito na época. >> Aham.

E aí eu eu disse: "Mas como que eu vou atender pessoas se eu não não tenho condições, eu não sei ler baralho". E a cigana disse que ela ia fazer isso. E todo dia eu incorporava às 2 da tarde e desincorporava às 8 da noite. Então das 2 às 8 era cigana. Claro. Alguém abria a porta da casa, recebia as pessoas, sentava elas no chão. Eu não tinha cadeira, tinha duas almofadas no chão. As pessoas sentavam ali para se atender com a cigana.

Algumas ela jogava baralho cigano, outras ela ali a mão e a gente cobrava os atendimentos da cigana para começar a montar a tenda cigana que a cigana queria. >> Aham. >> E aí depois de quase um ano atendendo sempre incorporada, a cigana começou a dizer que ia deixar o baralho na minha cabeça. Como eu ainda via e ouvia enquanto estava incorporada, [roncando] >> eu fui aprendendo, vendo a cigana incorporada em mim jogar pras pessoas.

E o baralho ficou na minha mente até que um dia, daquele dia em diante, ela disse: "A partir de amanhã ela atende todos sem eu estar aqui no corpo dela. Eu vou vir espiritualmente, vou ficar aqui assistindo." E aí a partir daquela data, eu comecei eu mesmo a jogar >> jogar o o o baralho cigano. >> Barigum >> porque você via mesmo e a mãe Michele ficava no mesmo corpo, a cigana operando. Assim, desculpa a palavra, mas isso deve ser muito louco, porque como deve ser uma incorporação? >> Eu entendi que a gente não pode lutar contra ela, a gente tem que se entregar, sabe?

Faça de faça tua, faça a sua vontade assim, né? Ã, eu tomava meu banho de descarga para ir pro terreiro limpa. E uma coisa que eu ficava sempre memorizando assim na corrente enquanto eu estava lá é que a cigana viesse, o Capadilha viesse, que fizesse um bom trabalho, que pudesse ajudar o próximo, que fizesse um bom uso do meu corpo naquele momento que eu estava cedendo para atendimento ao público. E essas entidades, Michele, eh, hoje tô sendo bem didático assim porque eu falei, já que a Michele veio, vai voltar, eu vou tirar várias dúvidas que eu às vezes parecem dúvidas muito, eh, na verdade acho que são para vocês muito primárias assim, porque, por exemplo, para as pessoas, né, eu fui no no seu no ritual de Beusebook, que que é que eu participei às 3 da madrugada lá na no seu santuário e pra sua religião é muito comum essa coisa da incorporação, Você até vestiu uma roupa que a Padilha não gostou, né?

Você, eu lembro que eu entrevistei você de mãe Michele, você falou: "Ah, hoje eu vesti uma calça com a cor preta e com alguns detalhes dourados e aí você incorporou a Padilha e aí a entidade incorporada em você falou: "Não gostei dessa calça". Coisa horrível, masculina, não sei o quê, não sei o quê. Então eu hoje em dia eu tô eh observando e e entendendo o que é uma entidade que incorpora, mas para as pessoas que não entendem, então quer dizer, essas entidades elas se aproximam de você, elas confiam em você como se você fosse, elas conseguem ver que você vai fazer um trabalho, eh, digamos sério e aí elas entram no seu corpo, tomam o seu corpo, você continua, você falou que continuou durante 18 anos vendo também, só que depois Pois parou de ver, mas elas então quer dizer quando você incorpora quem trabalha é a entidade que tá incorporada, não é mais a mãe Michele que tá ali.

Então a voz muda, não gosta da roupa, a coisa que tá falando, alguma coisa, uma bronca que tá dando um recado, é sempre a entidade. >> É sempre a entidade. A gente naquele momento está emprestando o nosso corpo para que a entidade faça o melhor dentro do que ela entender que é o melhor, né? Então a gente praticamente não está mais ali, né? a gente, o nosso espírito, a nossa alma, ela não, não morreu, ela não se afastou completamente, mas a gente deu lugar, cedeu aquele espaço para uma entidade que tá ali para fazer o trabalho dela naquele momento. >> E essas entidades são todas de luz? >> Olha, Dani, assim, ó, é para serem, né?

Mas a gente também sabe que tem as entidades que não são de luz, como tem as pessoas que se fingem de incorporado, né? Eu, tipo, eu aproveito agora tu falou, eu tive uma uma situação agora no verão que um cara me assediou incorporado. >> OK. Não, não diz não ia falar uma palavra que não pode. >> Desgraçado. >> Desgraçado pode falar. Não sei. >> Um desgraçado. Eu incorporei a Maria Padilha e a e a e a Padilha se beijam a mão dela, ela beja de volta, né?

Quando a gente beija a mão de uma pessoa, a gente tá cumprimentando o orixá da cabeça dessa pessoa. E a Padilha passou por ele e ele beijou a mão dela e ela foi beijar a mão dele de volta e ele empurrou a mão, falou: "Não gosto de de beijo na mão". Só que ele era um urso, né? Ele era assim, sei, sei lá, >> um cara grandão, >> muito grande. E aí um braço ele, eu eu sou magra, um braço ele, ele fez assim na padilha e com a outra mão ele passou a mão assim, ó, de cima até embaixo.

Só que assim, Dani, bá entalado assim, ó, tipo assim, porque, cara, para mim aquele cara tava se fingindo de incorporado. E muitas mulheres às vezes são abusadas por homens que se fingem. Esses dias a gente tava vendo em todas as mídias, até no Metrópoles, acho que saiu, o cara se fingia de Zé Pilintra e assediava as mulheres dentro do terreiro. Então as mulheres têm que ter muito cuidado. Ã, eu digo mulheres porque normalmente é mais as mulheres que sofrem com isso, né?

Ah, o cara incorporado de Exu foi te dar um passe e passou a mão no teu corpo, passou a mão nas tuas partes. O cara foi te dar um banho de descarga sem dizer que tu pode estar, porque um homem pode dar um banho de descarga numa mulher, mas essa mulher deve estar pelo menos com biquíni maior, trajes de banho, né? não nua, como eles mentem que elas têm que est nua. >> Ã, então tem que ter muito cuidado com as pessoas que essa questão, como tu colocou, de quando é a pessoa, quando é entidade, a gente tem que tá muito ligado quando a pessoa está se fingindo para obter vantagens ali.

A gente vê muito disso. E não só falo de vantagens sexuais, porque eu já vi pessoas se fingindo de incorporado para pedir ah ã roupa paraa sua entidade, pedir dinheiro, pedir empréstimo, pedir carro emprestado. Então a pessoa fim, ah, daí como é que tu vai dizer, ai como é que eu vou dizer não pra entidade? entidade mandou eu fazer tal coisa. Às vezes o que a pessoa quer fazer na sua vida pessoal, ela faz a entidade, né, a suposta entidade para obter outros tipos de vantagens, sejam elas quais forem.

Então isso isso tá prejudicando, estragando um pouco a nossa religião. >> É, como é que foi esse caso do cara que te passou a mão? Você também tava incorporada? E ele ele supostamente também. E a Padilha na mesma hora eh saiu porque eu tava acompanhada com eu tava acompanhada com dois segurança e mais uma filha de santo minha. E aí a Padilha falou assim, porque ela, a Padilha briga, né? Ela ela é uma entidade maravilhosa, mas ela é uma entidade muito direta, objetiva, não é de muita risada, não é?

Ela não tá preocupada se ela te agrada ou não. Ela é uma entidade seca, né? Uma é uma característica das pombagiras de alma, assim, bem bem objetiva. >> E a Padilha é uma entidade que faleceu aos 83 anos, né? Ela já é uma velha. >> Ah, já é uma idosa. >> Uma idosa, né? Então, ã, ela falou que ela odiou aquilo ali, que por ela ela tinha, ã, feito uma briga gigante, só que eu, eu era convidada de um evento que ela não quis estragar o evento, porém ela contou pra minha irmã que tava lá, pra minha filha, por segurança, e ela falou que se ele permanecesse com esse tipo de atitude durante aquela noite era para chamar a polícia, né?

Então, porque ela ia, daí ela ia embora, eu ia ter que fazer essa denúncia, né, Dani? Porque é como é porque inadmissível eh tu estar incorporado e um cara vem te passar a mão, né, >> gente? Mas e como que dá para saber quando a pessoa tá incorporada, tá fingindo, Michele? >> Infelizmente, Dani, a gente não tem como não tem um um termômetro real, né? Como a nossa religião não existe uma Bíblia que possa dizer o que é certo e errado.

Por isso que a gente vê >> tantas coisas, tantas divergências hoje na internet, que às vezes o que é certo para um não é pro outro, mas o que funciona para ti, o que funciona para mim tá OK. Eu nem entro mais nesses debates, mas a gente consegue assim ter uma noção conforme as atitudes que a gente vai observando nas pessoas. Porque quando eu já eu já fui lá gravar você e postei vídeos seus, eh, muita gente falou, falou, comenta no vídeo, você deve ter visto, né, que eu sempre marco você com colabário, muita gente comentando assim: "Ah, mãe, ela não tá incorporada, ela tá mentindo, ah, a entidade não deixa tirar foto".

Não sei se já ouviu isso, né? >> Já. Eh, eu lembro que no, na última que eu fui de Beuszebu, aí o pessoal ficou falando: "Ah, ó o cara falando pra entidade tirar foto e tal". Como que é isso? Você sofre com isso também da galera falando que você não tá incorporada, que você tá fingindo ou não? >> E sofro e agradeço a oportunidade da gente falar sobre isso, porque nesse vídeo da Padilha tinha uns idiotas lá no Pode falar TikTok, lá no TikTok >> e ai, como é que tu sabe que passar a mão na tua Pomba Gira?

Bom, gente, a Pomba Gira não é muda, sabe? as pessoas, a PB tinha, tinha testemunhas, a Pombagira falou, a Pombagira contou, hoje não enxergo mais, mas eu poderia ser uma média consciente que tava ali enxergando e tava vendo. Então, sabe, as pessoas acham que as entidades ã são vivem no inárnia, sabe? Ã, como que tu sabe? Eh, sabendo porque ela falou, ela contou, ela se incomodou, ela quis brigar, ela ela se sentiu incomodada e ela exteriorizou isso em palavras, né?

Então, eh, o a as entidades assim, ó, hoje em dia muitas coisas evoluíram, Dani. Tipo assim, a Padilha sabe tudo que eu sei. Ela tá comigo 24 horas. Eu não posso dizer que ela não sabe o que é um celular. Ela sabe, ela sabe, só que ela tem que saber o que ela precisa desperdiçar a energia enquanto entidade e fazer e o que ela não precisa, tipo, por exemplo, ela não precisa ã dirigir, ela não precisa ã Um dia eu entrei no cemitério e tinha uma pombageira de chinelo Havaianas chamando um Uber no celular e daí meio que discutiu comigo que ela tava na Cruzmestre e ela me ameaçou, ela falou: "Ah, porque tu não pode estar aqui porque tu não tem carteirinha da federação e eu tenho".

Bom, Pombagira não tem carteirinha de federação. A federada, se eu fosse federada, alguma federação era eu, Michele, federada, não a Padilha. >> Entendi, >> né? Então, a Pomba Gira de Havaiana, sentada na Cruzmestre, puxa chamando um Uber no celular, quer falar de carteirinha de federação. Então, hoje em dia tem uma queimação de filme gigante, sabe? Que eu até gostaria de citar coisas e pessoas aqui, mas eu não posso, sabe, chegar a coçar assim, sabe?

A gente não pode dar luz para cego, mas assim, cara, sabe a entidade fazendo dancinha, passinho do robô, que [roncando] palhaçada é essa, cara? Entendeu? A entidade sabe tudo, mas a a Padilha precisa dançar funk. A Padilha não, que se alguém quiser dançar funk é a mãe Michele. A Padilha precisa chegar para algum homem na sessão e falar: "Ai, como tu é bonito! Ã, vai sair com a com a Michele". Não, a entidade ela tem que ser entidade.

Ela tem que vir para ajudar, para fazer um trabalho, para curar, para ajudar, para abrir caminho, para trazer emprego. Tudo que nós humanos podemos fazer, nós pessoas, a gente não pode colocar a culpa na entidade para querer dizer aquilo que a gente não tem coragem de dizer, entendeu? Às vezes a pessoa é muito fácil tu se incorporar e dar consulta pra tua mãe, pro teu pai, pro teu primo, pro teu tio, que tu conhece os problemas da tua família.

Eu quero ver, tu dá consulta para um estranho que tu nunca viu na vida. Então, mas acho que é aí que diferencia, né, a entidade encontrar uma pessoa que nunca viu na vida e começar a falar coisa da vida dela. Aí você bate que realmente é a entidade que tá ali. Você agora quando a pessoa eh porque é o que é o que eu te perguntei, não dá para eu quando fui lá no no evento, né, no seu, não dá para saber eu, como não sou da religião, eu falava: "Nossa, acho que agora ela tá incorporada porque muda, né, o jeito de a cabeça fica baixa." É uma, eu lembro que a primeira vez eu até achei estranho quando foi no na inauguração do cemitério da Padilha, ela veio me cumprimentar, falou: "Ô, você tá aqui?" Falei: "Mas ué, a Michele já me viu que eu tô aqui".

E não era, então era era Maria Padilha. E ela até falou uma uma falou umas coisas para mim do meu futuro e tal. E e aí eu eh depois eu me lembro que você desincorporada perguntou: "Ah, ela veio falar com você, o que que ela falou com você?" E aí que eu me toquei, eu falei: "Ah, então quer dizer, nessa religião que essa religião é qual?" É a quimbanda. >> É a quimbanda. >> Nessa religião da quimbanda, Maria Padilha incorpora no no pai, na mãe de santo ou no pai de santo, no médium, né?

Não sei se usa médium a palavra, pode também, né? Que é o médium. >> Médium. E aí é ela que atende, é ela que fala, é ela que age, não é mais a mãe Michele. É isso. >> Não. E as pess, só que as pessoas nos dias de hoje elas entendem que entender que as que que as entidades elas evoluíram, Dani, tipo assim, ó, eu dou consulta de vídeo com a Padilha e as pessoas criticam muito isso. Mas como a Pombadira fala no vídeo, ela não fala no vídeo.

A minha irmã coloca um celular assim, ó, abre o vídeo e aí a pessoa me enxerga, >> enxerga padilha. Aí a pessoa pergunta pra minha irmã que é uma humana: "Ah, Padilha, eu vou conseguir mudar meu de emprego", por exemplo. A Padilha escutou, aí a Padilha responde, a minha irmã complementa. A minha irmã intermedia perguntas, a Padilha não pega no celular, não chama, não faz, né? Então tem todo assim, como é que eu vou dizer?

Tem coisas que as entidades podem fazer, né? E outras coisas que elas não devem fazer porque fica feio, né? Fica. A gente começa a anotar. Ontem eu escutei uma mulher falando: [limpando a garganta] "Ah, mas faltou uma prova de Exu nessa pomba gira, numa pomba gira da internet, nos vídeos que a gente fica vendo paraa pessoa se mostrar bem verdadeira, porque não teve uma prova de Exu. Para mim, prova de Exu não é tomar sangue, né? Ã, pisar no vidro.

Isso a gente faz até desincorporado. Bem concentrado, tu faz até desincorporado. Exu, >> prova de exu chama, né? Dão nojeira pras entidades comer coisa podre. Ã, bichada. Ah, tem isso. Nossa, isso eu nunca vi. >> Tem tem umas provas até assim, teve pessoas que fizeram prova de Exu, o cara foi lá, botou a mão do médium incorporado em cima do fogão, queimou a mão da pessoa, né? ou estoura pólvora na mão ou faz dançar no caco de vidro ou isso >> para testar a entidade da pessoa >> porque se tiver incorporada não vai não vai afetar o corpo. É isso. >> É isso.

E aí tipo, por exemplo, ah, deixou a cabeça do bode lá na obrigação s dias, daí ela já tá ali com aqueles bichinho, né, Florida, que a gente diz. Então aí aí bota o Exu a comer aquela nojeira para provar que tá incorporado. Eu discordo dessas coisas porque a maior prova de Exu, Dani tem que ser a vida da pessoa. >> Meu Deus, comer aquele bicho bichard podre, >> podre, podre. E acontece isso, entendeu? Tipo assim, só que daí as pessoas fazem isso com pessoas leigas, né?

Porque tipo, eu, eu se eu desincorporo, né? Eh, e eu tô com a mão queimada ou se eu tô machucada pelo chefe de Exu, eu tô eu vou na delegacia na hora. >> Entendi. >> Entendeu? Eu acho que tudo tem limite, porque a a a pessoa que mais entidade tem que provar que ela tá ali é para mim mesma, porque ela tem que me dar trabalho, ela tem que me dar saúde, ela tem que me dar emprego, né? E e as pessoas chamam Padilha: "Ah, ela tem uma bruxa, ela tem um egum, elas acham que me ofendem".

Ai, a pomba gira dela não é uma pomba gira, é um espírito sem luz. E aí, sabe, Dani? Às vezes não querendo ser arrogante, mas às vezes dá vontade de responder lá no TikTok, dizer: "Tá, cara, pode ser o que tu quiser, mas a minha vida hoje tá melhor que a tua". Eu atendia sentada no chão. Eu não tenho uma, eu não tinha uma cadeira pro meu cliente sentar e olha hoje a o que a Padilha fez na minha vida. Algo, algo tem. Se tu tem melhor, fica com o teu melhor.

As pessoas, elas só não respeitam mais a espiritualidade do outro. É porque eu é isso, as pessoas quando eu posto você, por exemplo, incorporada, eu acho que a pessoa vendo outro lado ali é uma é uma coisa muito fria, né? A internet. Então, a pessoa vê você ali num trabalho, ela esquece que você se preparou para aquilo. Ah, não tá incorporada nada, tá mentindo. >> Outra coisa, não sei se tu notou que eles falam do sotaque. >> Isso.

A entidade tem sotaque, >> mas ela fala com a voz de quem, gente, né? Tipo, eu não caio mais no golpe, sabe? Dani, eu já tinha, eu tinha, eu já observei assim, tipo, eu tinha uma, uma, meu tempo que eu desenvolvia a cigana, na casa que eu frequentava tinha uma professora de espanhol lá. Nossa, a cigana dela chegava só falava em espanhol, porque a médium sabia falar em espanhol, sabe? Eu sinto a saudade das entidades antigas.

Muita coisa mudou, muita coisa nos entristece, muita coisa evoluiu demais, muita coisa é fingimento, muita coisa é misticismo. A gente tem que falar, jogar com a verdade. Só te contar uma uma rápido assim, que é uma coisa que eu sinto muita saudade. Ser rápido não. >> Eh, eu tava em campanha política e eu fui, eu fui no portão do cemitério falar com o coveiro, pedir voto. Eu pedi voto em tudo que é lugar. Então fui pedir voto no portão do cemitério pro coveiro meia-noite antes de eu ir para uma gira de exu um amigo meu.

E aí eu foi eu e a minha irmã, a gente foi pra gira de Exu depois, mas a gente passou de carro pelo cemitério. Conversei com o coveiro lá por uns 15 minutinho, um que era um querido, meu amigo, e fui para essa gira de Exu. Chegando na gira de Exu, Dani, eu sinto eu sinto saudade desses Exus de antigamente. Chegando na gira e o cara não era tão antigamente assim, então daqui a pouco ele vê o programa, acho que eu tô chamando ele de velho.

Eu entrei na gira de Exu, o Exu saiu lá do canto, um Exu que eu nunca vi, não conheço aquele pai de santo, ele não me quer dizer, acho que ele me conhece, né, mas eu não conhecia ele. >> O cara saiu lá do cantinho, veio, estendeu a mão, falou: "Tudo bom, dona Michele?" >> E eu falei: "Tudo bem". O Exu me cumprimentou. Ele se eu tava agora a pouco com a senhora lá no portão do cemitério. Agora a senhora tá aqui, Dani, >> do nada.

Me arrepiu a cabeça agora. Aí eu aí eu pá, eu e eu só que eu sou São Tomé, né? Eu também tenho as minhas minhas eu falei, cara, >> eu tava no portão do cemitério, não passou nenhum carro porque o portão o cemitério é no fim de Alvorada. Eu tava numa gira no início de Alvorada. Daí eu disse, mas quando eu tava lá no portão, não passou nenhum carro. Esse cara não passou para vir na gira e me viu porque era meia-noite e pico, entendeu?

A rua vazia, deserta. Eu conversei rapidamente com o cover e fui embora. E aí eu tá, eu cumprimentei o Exu, dei uma conversada com ele, fiquei ali chocada e aí eu fui no dono da casa, eu falei: "Vem cá, aquele, quem é aquele pai do santo?" Ele falou: "Ah, mãe Michele, ele mora lá na zona sul". Eu falei: "Ah, e quando ele vem para cá, ele vem para onde?" Ah, vem pela entrada da alvorada aqui, porque era bem na Aparecida a gira e a entrada da Alvorada.

Então não passava pelo cemitério, não. Nem passava pro cemitério. E o cara tipo assim, cara, como é que o cara me diz? Eu tava agora a pouco com a senhora lá no portão do cemitério. Eu não postei stories, eu não divulguei, eu fui eu fui na bota, que nem a gente diz, eu fui em segredo lá pedir esse voto no portão do cemitério. Então eu sinto falta dessas entidades. >> E e o Exu fica no cemitério? Geralmente >> os exu das almas, né?

Os exu da Lomba, os exu da calunga. Sim. Que barato. Tá bom. >> É, é a moradia deles. >> Eles ficam no cemitério e aí ele é como se ele tivesse lá, viu você indo lá conversar com o coveiro, depois incorporou num pai de santo lá na gira do outro lado da cidade e falou: "Ah, eu vi você no cemitério". >> Sim, estava lá no cemitério, né? que chegamos, temos dois aqui. Tipo, eh, eh, ele me deu um, ele me deu uma esperança de que a gente ainda existe pessoas confiáveis e independente delas estarem ou não na mídia, >> de que ele realmente tava incorporado >> porque hoje em dia parece que só tem muita validação quando a gente, os países de santo que estão na mídia, né, que geram conteúdo e não às vezes na pessoa bem simples, bem humilde, que não tem nada a ver, tem uma boa entidade, um bom Exu ali. >> Então, porque com você foi assim, né?

Você não era muito da internet, >> não. >> Você viraliza com o Beusebu de maneira, sei lá, nacional, mas antes tinha tido uma viralização de uma de um adesivo que você tinha colocado no seu carro, né, do >> Foi a Maria Padilha que me deu. >> Foi Maria Padilha que me deu. Aí você viraliza. Mas eu eu confesso que nessa eu não te conheci. Eu conheci mesmo na deu, na na deu na de Beusebu, quando você coloca lá. Então, você também já tinha um trabalho fora da internet de muito tempo? >> Sim, eu eu tinha casa aberta há 11 anos quando eu viralizei, tipo 11 anos trabalhando ã sem ter noção da mídia na eu tinha meu canal do YouTube que eu que eu postava as minhas simpatias lá, >> que é o Magia Cigana, >> né?

Magia cigana, que eu que eu postava as minhas simpatias. Eu focava muito em fazer simpatia, às vezes pra pessoa que não tinha dinheiro fazer um trabalho espiritual, ia lá e fazia sua própria simpatia. Então eu já tinha um canal no YouTube ali que era já na, né? era bombado no Rio Grande do Sul, mas eu não tinha mínima noção da mídia, não usava mídia para nada até Belzebu chegar e e e apontar, né? Dizer assim: "Vai". >> E Beusebu foi um caminho para isso?

Eh, foi ele que trilhou isso para você? >> Sim, ele é o ele é tudo, né? Ele é o marco da mãe Michele. Eu acho que ele é o Marco. >> É, é, eu eu te vejo muito com com meu zebu, assim, por mais que você incorpore Maria Padilha, mas para mim a grande divulgadora, difusora de Beusebu, é você aqui. Vejo isso. >> É, eu agora no carnaval saí de um carro da escola de samba que era um Belzebu de 18 m. Belzebook saiu aqui em São Paulo, no Rio.

A escola comprou o carro e me chamou e falou assim: "A gente não vê outra pessoa sair nesse carro senão a senhora. >> Não v >> foram muito queridos comigo assim. Teve outras pessoas lá se oferecendo, eles não, a gente agradece, mas a gente não tem, se a mãe Michele não quiser, não vai ser ninguém, porque tem que ser ela. E eu me senti assim, nossa, né? Tipo, eu eu essa ligação forte com ele assim, Dani, é uma coisa que vai ser eterna. >> É o seu o seu pacto que você fez com ele é eterno ou não? >> É, é, é para mim é na época não era, né?

Eu fiz o de 7 anos, só que eu >> É, lembro que você falou, >> só que eu decidi manter ele até enquanto eu tiver saúde, toda sexta-feira santa, por livre, espontânea vontade, sem ser algo obrigado, eu seguirei abrindo o túmulo e fazendo a oferenda dele por gratidão >> para para Beusebu, para alimentar a energia dele. >> Para alimentar a energia dele enquanto tiver saúde, né? Enquanto estiver viva com saúde, eu farei isso. >> Como que ele chegou na sua vida?

Foi a Maria Padilha que trouxe, que que que anunciou? Eu lembro que foi uma coisa assim que você contou que >> que ele que ela que disse coloca eh um uma estátua, uma um monumento dele. Foi ela, né? >> É, eu pedi para ela, hoje eu tava falando disso pro cabeleireiro maquiador que tava lá me arrumando antes de vir para cá e eu falei para ele, a Padilha me mandou ela, eu que pedi, eu só queria ter uma casa própria. >> Eu lembro que você contou.

E aí eu pedi pra Padilha me dar a casa própria e ela disse que ele me daria mais, que ela me daria, porém ele me daria mais rápido, né? E aí eu fiz o assentamento dele com o pai de santo meu na época que já faleceu. E aí ela disse que tava errado, ela consertou do jeito que ela queria, que ela disse que era o certo e foi para mim. Depois disso, ninguém mais botou a mão. Só Maria Padilha coloca a mão no meu Belzebu. >> Belzebu é Kimbanda.

Ele está, ele ele está dentro da quimbanda e está fora, Dani. Eu não sinto ele aprisionado na quimbanda. >> Ele é uma divindade superior. Ele está acima >> da quimbanda. >> Sim, >> porque quando, eu acho que você deve ter visto isso, quando você viraliza com Beuzebu, as pessoas diziam que era o diabo, né? >> Sim. Diz. Até hoje elas dizem que é o diabo, né? Até hoje eu tenho que est, >> porque tem, eu sempre digo, tem chifre, é o diabo pr as pessoas, né?

Até hoje eu tenho que estar desmintindo e desmistificando e e todos os dias, pelo menos duas, três consultas do meu dia, são pessoas que querem se pactuar, que querem ter essa essa energia do Belzebu na sua vida, mas que tem o medo de ser um demônio da maneira que ele é taxado na Bíblia. >> É, é porque aí é a comparação com o demônio cristão, né? >> Sim. >> E aí se E aí eles pensam, as pessoas têm vontade de fazer o tem vontade de fazer o pacto, mas falam assim: "Ah, Michele, mas não é o demônio mesmo?

Eu não tô me entregando minha alma. >> É tanto que daí, Dani, por causa disso, a gente agora tá fazendo esses >> contratos, né, de um ano, de 7 anos, para não comprometer a pessoa para sempre. Mas o mesmo comprometer para sempre é uma troca. Aquela energia vai trabalhar para ti em troca de uma oferenda, não é uma troca de almas e de vidas. E eles perguntam muito, mas vai morrer meu filho? Vai morrer minha filha, né? E eu digo, gente, eu sou mãe de de dois filhos carnais, né?

Se tudo que comprometesse meus filhos não estaria dentro da minha casa. >> E Beebu te abençoou de maneira completa, digamos assim, tua família inteira ou mais você mesmo? >> Eu eu não posso dizer. Eu acho que tudo que vem para mim vem para eles, né? Porque eu sou a base da minha família, né? Eu que que mantenho eles. >> Então eu acho que que Belzebu me abençoa de uma maneira completa assim, porque hoje eu vejo todo mundo protegido, todo mundo com saúde, todo mundo vivendo bem.

Mas eu te confesso que eu vi eu tava vindo hoje para São Paulo na estrada e falando com ele, fiz um pedido para ele que eu não vou contar, mas vai ficar registrado aqui. >> Parabéns, >> é quero o ano que vem retornar aqui nessa data e te dizer que esse pedido foi realizado. >> Então você tava pedindo algo hoje? >> Hoje eu tava pedindo algo hoje para ele na estrada porque eu vi algo na estrada que me encantou e eu quero isso para mim. >> Castelinho da pamonha, né?

Aqueles, né? [risadas] Não, porque sempre que eu faço do castelinho da vam eu falo, é, é, é o, é um, é fazendo [risadas] propaganda, né? >> É um castelinho que vende em pamonha, só coisa de milho assim, eu sempre paro, aí eu falo: "Ah, adoro castelinho da Pamonha, tem uma memória afetiva com eles." Mas foi brincadeira, >> não pedi, pedi algo para ele no bem inusitado assim e bem masculino. Ã, mas vamos ver. Eu acredito que se ele se ele quiser, porque o que eu pedi para ele >> masculino >> é mais para ele do que para mim.

E mas se ele me der meu, né? Enquanto já >> gente, o que será que é inusitado [risadas] e masculino? Minha quinta sé eu não [limpando a garganta] vou esquecer que esse corte vai tá aqui e eu vou poder o que eu pedi para ele. >> Então você fez o pacto de 7 anos. É isso? >> Uhum. 7 anos. >> Que ano foi? >> Esse ano faz 13 anos. >> Ah, então já faz mais >> tempo. É, eu viralizei. Não, Dani, desculpa. Eu viralizei com 9 10 11 12 13. É, >> foi 2022 que você viralizou. >> É, esse ano acho que faz 13 anos.

Eu sei porque cada, quando eu abro o túmulo lá agora na sexta-feira santa, foi 2022, >> tem uma cabeça de bode por cada ano. >> E eu acho que o ano passado, o ano passado retrasado eu me enganei que tinha 10 e tinha 11. Daí o ano passado foi 12 e esse ano é 13. >> Ó, esse ano é um número bom, hein? 13 anos. E você vai fazer agora o ritual na sexta-feira santa? Vou fazer, vou abrir o túmulo. Sexta-feira santa a gente já tá ã pegando as cartas das pessoas que vão participar.

Eu só não sei ainda se o ritual vai ser aberto ou fechado, né, que a Padilha que decide, eu ainda não perguntei, mas vai ser feito como todo ano. >> Então, eu eu sei que você sempre conta isso, mas eu sempre adoro ouvir também. Tem gente que talvez não conheça. Então, você cultua Beusebu e e dentro da sua casa, onde você mora mesmo, lá nos fundos, tem um túmulo para ele? É, hoje eu não moro mais nessa casa. >> Ah, você não tá mais lá hoje? >> Não.

Hoje quem mora lá é a minha irmã que cuida o terreiro, minha sucessora do aché, a Rafaela. Ela que mora lá. Ele continua até segunda-feira. O G1 vai lá fazer uma matéria de me ligou e perguntou se ele ainda tava lá. Eu acho que eles querem fazer gravar o túmbolo. >> Acho que eles querem fazer a comparação, né? Anos depois, como é que tá a casa. E >> você comprou outra casa? Sim, essa foi a primeira casa que tem a imagem de Belzebu.

Depois dessa casa, ele me deu a casa dos fundos, que é uma casa exclusiva para mãchum, pros orixás, pra religião. Mesma casa, né? >> É, só que ela entrar é é uma casa de frente para uma rua e a outra casa de frente pra outra. >> Então, as duas casas aqui são suas. >> Isso. Uma é só de religião, de matriz africana e a outra é da Quimbanda e do e da Umbanda junto, >> tá, >> né? E aí depois aí veio o santuário, né? Veio a casa da praia pra gente fazer a festa do litoral da mãe manjar.

E aí Belzebur brinco, né? Tipo, não parou mais de de trabalhar, >> eu sei que se você não quiser falar valor, tudo bem, mas eu lembro que uma vez você falou que você ia comprar um um uns um sítio para fazer a o cemitério de Maria Padilha. Você falou que que a parece que a dona queria te vender por 1 milhão. E aí ela pegou e falou: "Ah, mas vai fazer batuque aqui, não vou vender". Aí você achou um outro por um pelo dobro.

Então quer dizer, o sítio de Beusebu, você pagou por volta de 2 milhões. Aí >> é essa ia me vender por 1 milhão e ela disse que não ia me deixar uma batuqueira de herança pro vizinho. Então ela desistiu da venda que ia ser no Pix. >> 1.1.000 no Pix. E ela não quis. >> Não quis? >> Não. Não acredito. >> Não tava precisando. Não era para ser ali, sabe, Dani? Depois eu entendi >> porque era era um sítio de 10 haar, né? >> Então aí >> como é que foi essa história?

Conta de novo porque talvez as pessoas não não não lembram. Você contou, ó, quando você veio pela primeira vez no lend. >> É, quando você foi comprar o sítio de Beusebook. >> É, quando eu viralizei, eu consegui um valor, né, financeiro bom e eu pensei, gente, esse dinheiro não é meu, é das entidades. Então, eu tinha sofrido há pouco tempo uma intolerância religiosa fazendo um trabalho religioso na rua, de chamarem a polícia, a guarda municipal.

Aí, e nesse dia a Padilha falou que eu tinha que comprar um um mato para ela trabalhar. E aí eu pensei, ah, tenho dinheiro no banco, a Padilha mandou comprar um mato, vou procurar um sítio porque daí eu já tava com a ideia de presentear ela, fazendo um cemitério para ela. >> Aham. >> E aí a gente foi ver um sítio, era 1.1 na época, era era 10 haares ou oito, era era menor. E aí é tudo certo. Só que eu caminhei no sítio, eu falei: "Ah, aqui nesse lago eu vou botar um eixo do ouro e aqui eu vou botar mhochum".

E aí ela escutou, ela falou: "Como assim do ouro perto?" >> Eu falei: "É, eu sou de religião, eu quero botar aqui o eixo do ouro". E eu idealizando o sítio lindo, assim, um lago bonito, tinha uma ponte, eu falei: "Aqui vai ficar minha chuma, que vai ficar o eixo do ouro". E ela escutou, tá? Me tratou bem. Eu falei: "Negócio fechado, fui embora". No outro dia eu chamei o imobiliário, ele falou: "Olha só, se a gente botar um laranja lá para comprar, porque ela disse que não vai deixar uma batuqueira de herança pros vizinhos dela." Eu falei: "Gente, eu vou comprar o sítio no Pix." E ele falou: "Não importa, ela não vai vender só se a gente mandar um laranja".

Daí ele sugeriu eu mandar minha filha. Eu falei: "Não, é muito absurdo mandar um laranja para pagar. Vou te pagar 1 milhão que ela e vou botar um laranja ainda para comprar." >> Gente, não vende o motivo >> fútil, não queria uma intolerância >> intolerância. >> Aí eu tô indo visitar um sítio, passei na frente desse sítio que é agora. Eu tava indo ver outro sítio e vi a placa desse parei para olhar. E daí esse era maior, né?

Esse era 2 milhões e ele tem quase 19 ha do 18 e pouquinho. E aí eu conversei com o dono, marquei visita, conversei com o dono e acho que aí agora, né, eles estão duplicando lá avenida, tem asfalto, estão fazendo um condomínio lá do Vila Ventura, que é um resort que tem, que é meu vizinho, >> ó lá. >> Então hoje o sítio que eu comprei por 2 milhões, segundo a imobiliária, tá avaliado em 10. Ah, [suspirando] tá vendo como Bezebu ele é o Buzebu ele faz, como é que fala?

Quando a valoriza Buzebu valorizou o imóvel, né? >> E e aí mais as estruturas, né, Dania? Hoje tem um bar temático do seu Zé Pilintra, tem o Largo dos Orixás, tem o cemitério da Maria Padilha, tem várias imagens espalhadas pelo sítio de várias entidades. >> Inclusive, inclusive tem um vídeo aqui no canal, se você quiser assistir pode assistir, que eu fui lá, gravei à noite, né, lá no no santuário, >> no santuário, tu fez uma visita, um tour completo, né, santuário, >> completo.

Inclusive, fiquei encantado com aqueles chalés. Nossa senhora. >> O da já tá pronto, tá? Quando tu ir no sul, >> eu não aceito não te hospedar lá. Pode, posso levar um boy? >> Claro. >> Então, se você quiser se candidatar e passar uma noite comigo no chat, você viu como é que eu sou? Eu já tô aqui fazendo um Tinder. Então, você quer passar uma noite comigo lá no santuário, manda direct, tá bom? >> Atenção gaúchos. >> Atenção gaúcho.

Pode ser de São Paulo também. Eu levo você para lá, querido, né? [risadas] Ô, ô, Michele. E aí você comprou esse sítio, então, e foi lá que você fez tudo, né? Já fez o cemitério da Maria Padilha, o santuário de Beusebu. >> E hoje eu tenho condições de fazer todos os meus trabalhos espirituais lá, Dani. Lá tem tudo já agora tem cachoeira, tem mato, tem tudo. Cemitério, encruzilhada. >> Só que eu sabe o que que mais dói? que ainda hoje eu levo o santuário para as feiras turísticas, as maiores feiras do país, e sofro intolerância religiosa com eh propostas tentadoras de que eu mude o nome do santuário para Largo dos Orixás e não o Santuário Nacional de Belzebu.

E eu, tipo, né, todo mundo diz: "Ah, mas tu vai perder dinheiro?" Ã, eu vou perder dinheiro. Se 10 pessoas visitar meu sítio no mês, como santuário de Belzebu, assim será. Eu não vou mudar o nome para que 1000 pessoas visitem, porque quando as pessoas entram lá, elas têm que saber onde elas estão indo, né? >> Porque [limpando a garganta] só pelo nome eles >> pelo nome. Eu olha, inúmeras pessoas, pessoas da prefeitura, pessoas normais, repórters, pessoas da diretores de feira, muita gente, meu, até até advogados meus chegaram a me chamar em reunião e dizer: "Olha só, a gente tá falando de dinheiro, de visitação, de turismo religioso.

Tu quer botar quantas pessoas lá dentro? Tem que mudar o nome do santuário e eu bato o pé. Quem é que me deu, Dani? Eu não tinha nada. Fala para ele assim, meusebu, seguinte, >> o nome para fora aqueles, né? O nome para fora vai ser outro, mas aqui dentro é seu. Na hora que o pessoal entrar, não falo brincando, mas que engraçado, né? Mas eu acho, Michele, é >> porque as pessoas acham que tudo é só sobre dinheiro e não é só sobre dinheiro. >> Então, sim.

Então, mas é é isso que que é engraçado, porque você tem muita gratidão por Bezebu, por tudo que ele fez. Eu entendo, né? Vê se é isso. Eu entendo que você não vai mudar, falar, mas foi ele que me deu. O nome dele é Buzebu, eu não tenho como mudar. Só que pro marketing talvez da coisa, eh, você precise colocar largo dos orixás, porque pelo que eu vejo, né, orixá ainda sofre uma intolerância religiosa, mas menor, né? Agora, Beuzebu e Bafomé, que tem chifre, que tem peito, que tem a luz da sabedoria, o que é em cima e o que é embaixo tá igual, que é esse simbolismo que tá ali atrás dela, dá para ver na câmera dela ali, ó, com asa, o corpo humano e tal.

Por mais que você explique, a galera não quer entender que não é o diabo. É isso, mais ou menos. Mas eh mais [roncando] cedo ou mais tarde, muitos desses que falam essas asneiras acabam batendo na minha porta, querendo melhor uma explicação e querendo saber como é que funciona, porque o caminho tá trancado, porque a vida tá difícil. Eu ouvi falar mal, mas eu quero ouvir de ti. E aí é onde essa pessoa para, escuta e reflete.

E outras, né, Dani, e outras não vão nunca, né, aceitar e tá tudo certo, né? >> É. A a Aline Fernandes falou aqui, ó, não é marketing, é pressão comercial imobiliária. É como se fosse realmente para você mudar o nome por conta de para atrair pessoas, porque o sítio vai continuar sendo de Beusebu, né, o santuário, mas o nome precisa mudar porque você falou que até os seus advogados falaram. Então quando os advogados chegam, >> mas eu sou encapetada.

Agora eu levantei duas torres lá, meti um portãozão de cemitério lá na frente ainda, botei santuário de Beebu [risadas] >> lá na frente. >> Tu vai passar que vai passar aqui, tu vai passar embaixo desse portão. >> Mas cara, é engraçado porque é é o que, bom, pelo menos é o que me chamou atenção e é a coragem, né? >> Porque as pessoas eh elas têm curiosidade, né? Você você sente isso? Elas querem conhecer, mas elas ai [limpando a garganta] meu Deus, eu não posso falar que fui lá no santuário de Beebu, >> fala que é ao Largo do orixá, né? É, eu eu me senti agora vou te ser vou te ser bem sincera, a única pessoa que eu escutei falando e que me fez pensar é tá sendo tu nesse momento.

Porque todas as outras eu me senti super ofendida e fiquei assim chocada, sabe? Porque eu me sinto, eu me sinto traindo ele, eu me sinto, >> porque às vezes se a entidade e ela entender aqueles, né, não é dando conselho não, mas às vezes a gente precisa mudar algumas coisas como branding, que a gente chama, né, >> só para adequar, mas você sabe e o o Beusebu sabe que é dele, então conversa com ele, quer conversa com ele, explica, ó, vamos mudar o nome, mas é teu.

Tipo, sabe assim? Porque eu sempre, e aí eu vou falar uma parte de Daniel agora, sempre quando eu vou nos seus rituais e eu vou lá, eu vejo o carinho que você faz. E eu falo assim, para Michele fazer isso aqui, ela tem que acreditar. Eu acho que uma pessoa que for, que é só marqueteira ou uma pessoa que for, igual muita gente fala, e tem gente já falando aqui, ah, eh, ela é marmoteira, acho que já ouviu muito isso. Por uma pessoa ser marmoteira e marqueteira, só isso, ela não ia tão longe, sabe?

E quando eu vou lá e eu vejo as coisas fazendo, falei: "A mãe Michele, até falei pra Stephanie quando a gente ficou no ritual das 3 da madrugada, a mãe Michele tem que realmente acreditar que isso aqui é verdade, porque se ela não acreditar já tinha deixado faz tempo". A gente cansei, eu sei, vou embora e tal. Então, então é uma [limpando a garganta] crença. Então, eh, talvez e os advogados e tudo estão falando assim para para você mudar só para sabe aquela coisa que minha mãe falava isso, fazer bonito.

Eh, não é fazer bonito, é limpar só onde o padre passa. Então você não vai limpar a casa inteira, você limpa só ali onde o padre vai passar e aí por dentro você sabe o que que tá acontecendo. Então talvez o seu santuário você sabe que é dele, ele sabe que é dele. Só mudar, fazer uma transferência para atingir mais pessoas, porque as pessoas elas têm disso. Você pode colocar o nome lá santuário de Jesus, mas o meuseb sabe que é dele.

Pessoas falam: "Ah, eu vou porque é de Jesus", entendeu? >> E não te e não te como é que é? E como tu falou? Ah, eu cansei. Isso dá também esse pensamento, sabe do cansei, tô cansada. Mas não de não não o sentimento de abandonar. Mas acho que todo mundo em algum momento cansa de alguma coisa, né? A gente cansa um pouco, mas de fé assim, Dani, te digo de certeza assim, tipo, são só quatro pessoas na minha vida que eu mato e morro por elas. >> Aham. >> O Pedro, a Helen, o meu sobrinho Rariel e o Belzebu, sabe?

Tipo, ah, tu morre por, morro por ele, mato por, tipo assim, ah, tu, tipo assim, ah, tem medo de dormir no sítio, não tem medo da intolerância religiosa? Tenho. Tanto que lá tem segurança armada 24 horas, né? Por causa das pessoas irem depredar, botar fogo. >> Não, ainda não, porque lá lá é um sistema assim muito forte. Câmera, câmera, aquela câmera cara que tu dá um zoom e dá a placa do teu carro, dá a tua cara dentro do carro, pega 200 m de distância, lá a gente tem um sistema elaboradíssimo de segurança.

Mas se caso tudo isso um dia falhar e lá eu estiver, só eu irei e ele, lá eu estarei. >> Entendi. É, então é uma devoção sua, né, com meu Zebu, né? Você você realmente acredita nele, você cultua ele e é e seria uma traição você colocar Largo dos oxás ou cantinho do céu. Se ater se com dúvidas daqui hoje. >> Hã? [risadas] >> Não, não, mas não é, não é nem minha intenção. Eu só que você me contando dá muita impressão de que a galera fala assim: "A gente sabe que é o ritual de Beebu, a gente sabe, só muda para fazer o marketing, sabe?

Assim, muda o brand, mas por trás, né? E pode ter um espaço lá que as pessoas vão e olhem e faz, porque, por exemplo, eu eu não tenho religião, eu não sou da religião. E eu entendo eh eu quero entender cada religião de todo mundo, né? Então, por exemplo, quando você me fala que Beebu não é o diabo e que ele é uma entidade do bem que traz prosperidade, eu vou falar: "OK, mas quando as pessoas são de outras religiões, elas vão falar: "Não, isso aí é o diabo que tá querendo enganar". que nem a imagem, né, que Belzebu [roncando] tá com Jesus no colo, que deu todo aquele bafafá, tipo, cara, não foi Belzebu que crucificou Jesus, ele não tá nesse contexto aí, né?

Então a gente, né, tem que tem que respeitar as religiões. Eu acho que a gente precisa se respeitar. >> É. É, quando você colocou essa essa essa imagem lá, eh, deu o rebuliço de do Beebu com Jesus no colo? >> Deu muita gente me xingando os haters, né? Mas os haters hoje em dia eles nos ajudam, então tá tudo certo. Eles nos ajudam. >> É, já fiquei muito brava quando me xingava. Hoje eu dou risada. Hoje eu admo, [limpando a garganta] hoje eu digo, xinga aí, xinga aí mais um pouco. >> Isso.

Quando você descobre que as pessoas estão comentando mesmo para falem bem ou falem mal, fale de mim e e o vídeo vai subindo, né? Eh, a gente sabe que é que que a gente depende dos haters também, mas eh mas também tem o pessoal que gosta, né, Michele? Tem o pessoal que vai, entende, se pactua. Não tem, >> Dani. Eu tenho pessoas assim, como é que eu vou dizer, inimagináveis. É que as pessoas pensam: "Ah, mas eu não tenho depoimento".

Ninguém quer gravar um depoimento, >> botar, >> mostrar a cara. Ah, eu só troquei de carro porque Belzebu. Eu só, eu faço isso porque eu sou religiosa, porque é a minha função. Porque quando eu fiz meu Belzebu, queria muito ter tido uma mãe Michele na minha vida que me ensinasse a fazer uma carta direito, que me ensinasse a pedir direito, como eu faço paraos meus clientes hoje. Eu fiz meio que no escuro por uma intuição e pela ordem da minha pomba girira.

Uhum. >> né? E então hoje eu acho que eu direciono muito as pessoas para fazer o certo e o mais completo possível e bons pedidos, eh, porque a gente precisa disso, isso isso faltava, né? Então, acho que hoje em dia isso, a mídia trouxe isso, né? E e essa oportunidade. O que me entristece, sabe o que que é? H, nossa, Belzebu era o diabo até para muitos religiosos, não só pro pro outro, tudo bem, mas muito religioso achava que o Belzebu era o diabo.

Aí viro a minha ascensão, viro que funciona. Hoje todo mundo, hoje todo mundo tem Belzebu. E não é assim. Belzebu para começo de conversa, ele nem gosta muito de mulher. Ele aceita, ele tolera algumas mulheres que, porque assim, ou a mulher cuida no terreiro porque isso é um terreiro de mulher ou ninguém vai cuidar. Mas até não é o Belzebu não é para todo para tudo e para todos como tem muita gente fazendo enganando e vendendo que não é. >> Como assim?

Não gosta muito de mulher de mãe de santo? >> É Belzebu não é uma Ele escolhe quem trata ele. Eu já tive pessoas muito próximas de mim dentro da minha casa que não podiam chegar nem na porta da casinha do Belzebu. Ele não aceitava. E que >> quando acontece o ritual agora do Belzebu, sexta-feira santa, a Padilha vem agora essa semana e ela já diz, só vai abrir o túmulo a Michele, fulano e fulano. Fulano ajuda a tirar as terra que tem ele ele enterrado, né?

Fulano pode ajudar a lavar, fulano pode ajudar a enterrar tal dia, tal hora. Ninguém mais entra naquele espaço. É assim, ele escolhe, é restrito, ele não tem afinidade. Eh, e não que ele não vá assim, ó, estamos falando de coisas diferentes, vejam bem, pacto, trato, acordo, teus pedidos financeiros, a tua carta, ele ele vai atender a todos. Ele, né, como ajuda espiritual. Agora, quem mexe no assentamento dele, quem põe a mão na massa, quem vai ajudar ali na sacralização do bode dele, isso é outra coisa.

Isso é uma particularidade dele comigo. Daí isso ele escolhe quem faz. São os escolhidos. >> E o o que que dá para pedir para Beebu? A pessoa quer fazer o pacto, ela pode pedir o quê? >> Ela pode pedir tudo. Dinheiro, saúde, proteção, poder, fama, sucesso, caminhos abertos, ã, proteção pra empresa dela, caminhos abertos pra empresa dela. Eh, só não deixo colocar nome de terceiros, né? Não pode pedir aí amarração amorosa para Belzebu não.

Tu ganha dinheiro com o trabalho do Belzebu, depois tu vai lá e paga separado uma amarração amorosa. Para Belzebu tu vai pedir dinheiro, prosperidade, tu vai pedir ã >> é para você, >> vai pedir com o Belzebu é o homem dos negócios, tu vai pedir para ele te botar no topo, o resto tu vai atrás de outras formas. >> E aí, o que que você oferece para ele no trabalho? >> Eu ofereço uma mesa com muitas comidas, né? do bom e do melhor ali que tem tem frutos do mar, tem tem n comidas e bebidas boas e a sacralização do bode preto. >> Por que a a sacralização é é o é o mais poderoso, o sangue do bode? >> É que para nós o sangue é vida, né?

A, o sangue pode ser uma gota ou pode ser um, um copo. O, o, porque tem muito, isso é bom falar, porque muito cliente acha assim: "Ah, minha carta tinha um pinguinho de sangue, mas na do outro tinha um, tipo, sei lá, tava lavada." >> Gente, caiu um pingo ali, tá batizado. Não importa se é um pingo, se é um copo, se é um balde. O ritual tá ali, a energia tá ali. E para nós o sangue é vida, é o que dá vida aos teus pedidos. >> [roncando] >> E e quando você fala da sacralização, sempre quando eu vou lá e mostro a sacralização no ritual com meu zebu, eu sempre falo isso por mim, né?

Eu fico com dó dos bodinhos, eu tenho vontade de pegar ele e sair correndo. Mas é polêmico, né? O a a a sacralização. Você ainda vê essa polêmica, as pessoas ainda falam para você: "Ai, Michele, matar os bichos e não sei o quê". Ou não, já tá, o pessoal já acostumou. É, é assim. Não, o pessoal ainda fala, eu ainda tô, eu ten uma mídia aqui de São Paulo que não vou falar o nome, mas leva tudo que é picareta lá. Mãe Michele, eles não querem mais levar porque depois que eu vou no programa eles são ã massacrados com a quantidade de haters que fica falando que eu mato animais. >> Como é que é uma mídia?

Ah, uma mídia, um veículo de comunicação, não é o lenda cas porque ela está aqui. [risadas] >> E aí eu até perguntei pro meu assessor, eu falei: "Nossa, eu já fui tantas vezes em tal lugar, não sou mais bem-vinda, dá uma catada lá, o que que tá acontecendo?" Aí ele falou: "É, o que tá acontecendo é que tu, eles depois que tu vai lá, eles ficam massacrando a mídia por questões da da sacralização dos animais >> ao público. >> Isso.

Só que todos os pais e mães de santo que eles levam lá também sacraliza animais, entendeu? E a sacralização de o animal não é maltratado, ele não pode estar doente, ele tem que ser algo muito rápido, entre 1 3 e 5 segundos ali que tu faz a sacralização. Eu tenho anos de experiência nisso. E ela é amparada por lei, né, Dani? Faz parte a comida do animal, ela serve de alimento. Aquilo que a gente já falou, a galinha, o bode, o carneiro, a vaca, tudo são animais que fazem parte da a galinha, da nossa cadeia alimentar, né?

Então, ai tá julgando a mãe Michele que matou um bode para Belzebu. Mas domingo tu faz churrasco, na sexta-feira santa agora tu vai comer peixe. O peixe também tu é tirado de dentro do lago, né, do rio, da praia, sei lá, do mar. Então é muita hipocrisia, é muito muita muito sujo falando do mal lavado, tá com com o rabo no trilho, tá falando do outro, sabe? >> Não dá para fazer um um trabalho para Beusebu sem o sangue do bod.

Já fiz, não pactuação, mas já fiz trabalhos assim, tem cliente que me procura, às vezes não tem condições de abrir caminho ã num valor mais expressivo com bod ou com ave e a gente faz uma oferenda seca para Belzebu para que ele responda a pessoa e aí a pessoa depois faça um um algo mais forte. Entend >> dá para fazer. O Belzebu também aceita >> sem sem o sangue >> frente ou mesa, a gente chama de mesa seca, oferenda seca, que é sem sacralização também tem trabalhos assim.

E quando é com o bod, aí é mais forte, >> potencializa. >> E é o pacto, >> é pacto, trata os acordos. É que assim, ó, não é só o bod que determina, Dani, é o que tu tá pedindo naquele momento. As palavras têm muita força, muito poder. Sabe quando eu tô sacralizando e eu e o bod vai ali, por exemplo, tem o agidar do da do contrato de 1 ano, tem o de 7 anos e tem o vitalício, né? Quando tu faz a sacralização, tu coloca aquele sangue do bode em cima de cada guidar.

E daí tu fala: "Aqui eu tô pedindo para que tu trabalhe para essas pessoas por um ano. Aqui eu tô pedindo para que tu responda para essas pessoas por 7 anos e aqui para sempre. >> Para sempre é o que tu verbal. Um trabalho espiritual não é só oferenda, comida e matança. Uma ofera, um trabalho espiritual é muito tu pedir, saber pedir, convencer a entidade daquilo que tu quer, >> tá? E aí ele vai entender que 1 ano, 7 anos para sempre.

Eu acho Belzebu muito inteligente. Eu digo para as pessoas, às vezes a pessoa diz: "Ai, será que a minha carta não sei o que foi?" A pessoa se conecta Belzebu desde o momento que ela sente interesse. Já é uma ligação o interesse, a procura, o pagamento, a carta. >> E Belzebu, ele é ele é uma uma energia Dani abstrata. Ela tá em qualquer lugar, em qualquer momento, entende? Algo que a gente não consegue pegar na mão, mas que tá ali, né? que eu eu acredito muito que não só Belzebu, mas as entidades, desde o momento que tu decide fazer uma consulta espiritual, algo te chamou para aquilo ali, tem algo, tem alguém querendo te falar alguma coisa, querendo te ajudar? >> E Beusebu, ele só trabalha nesses rituais, né?

Ele não trabalha, por exemplo, em búzios, em em cartas. Ele só trabalha quando você faz uma oferenda de uma mesa ou do sangue do bode para ele. >> Não, não. Eh, eu, eu até agora tu tu falou uma coisa e é que essa minha guia aqui ela é muito antiga. Ela foi feita antes de eu fazer o meu Belzebu. Eu poderia acrescentar aqui um uma cor para Belzebu e ele sim responderia aqui também. >> Ah, então dá para ele responder aí também. >> E se eu perguntar?

Não necessariamente, porque ele não tá aqui. Se eu bater meu buzo e perguntar Belzebu, quero saber tal coisa, eu tô chamando por ele. Eu tenho condições de ver na caída desses buses negros se ele se é sim ou não, se ele quer ou não. >> Ah, então dá também. >> Sim. >> Ah, eu pensei que ele era mais no só lá no na mesa, no sangue do animal e tudo mais. Então, e agora sobre os tipos de pacto, então dá para fazer de um ano, sete e vitalício. >> E vitalício. >> Vitalício é para sempre, né? É, a gente um ano chama contrato, é algo que passa rápido, né?

Que tu tem uma experiência, que tu vê melhoras, que tu consegue algumas coisas, mas que eu considero que passa muito rápido, principalmente para quem tem empresa, né? Voa um ano, voa. >> É, >> né? E >> voa que você fala de passa rápido ou um ano a empresa sobe? >> Passa rápido. Não, não digo voa porque passa rápido. A empresa sobe, mas assim, é, voa porque é uma energia que tu tem que alimentar. >> Começou a ganhar dinheiro, tá feliz, já tá na hora de fazer de novo. >> Ah, >> passa muito rápido tempo, né?

Entendi, entendi. >> Eu, eu quando eu fiz, eu fiz 7 anos. Eu pensei: "Bah, 7 anos é um tempo para mim conquistar, eu quero muitas coisas, então para mim conquistar." E eu ainda ainda pontuei na minha carta uma por ano, assim, cada esse ano eu quero isso, ano que vem eu quero aquilo. Eu ainda fiz, eu ainda fui, eu não pedi direto, assim, eu pedi uma coisa, eu ainda fui bem educadinha, né? Uma coisa por ano. >> E aí você faz carta que você falou, é uma cartinha de >> uma cartinha de pedidos. >> Faz a carta, coloca lá e aí joga o sangue em cima.

Mas olha, agora eu tô falando, te olhei, eu tive uma ideia louca aqui. Eu vou fazer uma live sem expor o nome das pessoas, mas assim, Dani, as pessoas pedem cada coisa nas cartas assim, ó, que olha, eu imagino a cara de Belzebol lendo. >> Coisa material, coisa material. >> Nem sempre material, né? Nem sempre assim, tipo, tipo assim, cara, pedir pra Belzebu aumentar o tamanho do teu membro, isso é ridículo. >> Tem harmonização, dá para fazer agora.

Tem um contato ótimo do médico que eu vou de 20 para 25. Brinco. [risadas] >> É, é, tem uma, tem uns pedidos assim muito absurdos, sabe? Tipo assim, ã, cara, isso é uma coisa que tem que pedir para Beebu, dinheiro, como a gente falou, e dinheiro te daí tu vai e faz, né? Ã, tipo, ela te abre outras portas para estética, pra beleza, né? Para tudo. O dinheiro abre portas, né? E as pessoas às vezes elas pedem umas coisas assim muito, >> mas você falando isso me dá até um pouco de dó da pessoa, assim, ela é muito ingênua, não é para pedir uma coisa dessa, pro pinto crescer. >> É, >> pede. >> A gente lê, eu não tenho tempo de ler todas as cartas, né?

Mas as minhas secretárias, elas leem todas as cartas. E agora eu te olhei, eu disse assim: "Bá, eu devia fazer uma live lendo assim, ó, só só pontos assim, ó". Você me olhou, você lembrou de gente que pede para aumentar o o Entendi, Michele. [risadas] >> Entendi, Michele. Tô brincando. Faço a piada com minha amiga. Entendi. Ah, então aí eles leem e aí você teve uma ideia do quê? De fazer o quê na live? E ler os pedidos das pessoas, né?

Não, não expor ninguém. >> Pedidos, mas não falar nome >> não. Mas ler os pedidos mais assim, ã, mais como é que chama, né? Mais >> escabrosos. diferentes, né, >> cara? Porque esse não, esse do que que mais você tem algum que você lembra assim? >> Ah, Dani, assim de cabeça não, mas assim tinha umas coisas assim muito muito que seria muito engraçado assim, muito. >> Então, aí dá para pedir dinheiro para Beebu, ele te dá dinheiro, você vai numa estética e aumenta o >> o bila porque tem isso agora, dá para dá, teve gente aqui que já veio falou que dá para fazer, sabia? >> Porque eu lembro que a que a secretária ela deu um grito assim, ela falou: "Nossa, a gente tem que ler tanta coisa e daí tem que ler isso". É, então porque e são pedidos para qu?

Prozebu. >> São pedidos pro Belzebu. >> E faz uma cartinha mesmo, Michele, com papel. >> Cartinha. Salve Belsebu, salve o maioral. Venho através dessa carta pedir e aí pede tudo que quer, coloca o nome, a data de nascimento. Esses dias um cliente brigou comigo porque ele fez uma carta tão extensa e aí para imprimir tu tem que imprimir em várias vias. Aí ele reclamou que a carta dele tava picada. Mas se se tu escreve uma Bíblia vai tá, né, Dani?

Tudo que tu escreveu eu tenho compromisso de colocar. E ele reclamou: "Ah, mas deu em mais de uma folha, mas tu escreveu Belzebu tem que ser bem objetivo, Dani, porque ele não é eh eh eu não ia usar uma palavra que não se pode usar mais, mas assim, ele não é burro. As pessoas tratam a entidade como se ela fosse burra. A entidade ela ela sabe tudo suprema, né, >> né? Eles tratam a entidade como burro. >> Gente Belzebu sabe, pede dinheiro, prosperidade, ah, como ele não sei como ele vai fazer, se é um problema dele, mas ele vai fazer.

E as pessoas são muito ingratas, as pessoas conseguem muitas coisas e e assim eu digo, às vezes elas me escondem porque com o medo que eu vá pedir alguma coisa, eu jamais vou pedir alguma coisa. Tipo, você eu fiz um pedido para ver o Z ebu, eu quero uma uma mansão ou um carro e aí eu consigo e as pessoas, ai, não vou falar pra Michele porque ela vai pedir o carro emprestado, tipo assim, >> sim, eu tenho um menino que ele fez com Belzebu, a ele nem sabia que ele tinha uma tia, apareceu uma tia que ele não sabia da existência dela.

Ele era o único herdeiro e recebeu toda a herança da tia. Eu vou te ser bem sincera, eu não, eu não peço nada mais, eu não espero nada mais, mas eu, Michele, eu acho que a gente tem que ser grato. Eu teria falado: "Oi, olha só, aconteceu isso e isso, quero dar um um feedback do teu". Porque é tão bom a gente, a gente recebe tantas perguntas durante o dia e as pessoas esquecem de agradecer e dar um feedback. Eu teria dito e ai, tô mandando um b, eu tenho um cliente meu que todo ano ele dá dois bod, três bod para Belzebu, porque ele quer dar, a vida dele tá resolvida, a casa que ele queria, ele já tem. É um agrado para Be >> É, ele ele queria um livramento de da prisão, ele já teve.

Então ele só paga porque quer pagar, que nem dou porque quero, sabe? Essa pessoa, eu fiquei assim, eu senti uma revolta, digo, gente, o que que ele pensou? Pensou que eu ia pedir alguma coisa? Jamais vou fazer isso. Eu tenho meu preço para trabalhar, mas eu jamais peço aquilo que não é meu. >> Então, às vezes é bom, por exemplo, se eu peço alguma coisa, eu consigo. É bom eu ir lá e oferecer mais um bod, por exemplo. >> É, é uma, eu acho que é, quem não gosta de ser presenteado, né, Dani?

Todo mundo gosta de ganhar um agrado, um presente, né? E ele ganhou uma baita herança de uma tia que nem existia. E sumou para nós agora três, 4 anos depois, porque ele veio pedir uma coisa na vida amorosa. Aí ele contou. >> Ah, então ele contou, ó, deu certo aquilo que eu fiz. Ele fez de um ano, você lembra? >> Não lembro. Isso eu não lembro. >> Não lembra? >> Não lembro. >> Então deu certo ele. Aí agora ele voltou para pedir um outro trabalho, falou: "Ah, mas esqueci.

Eu fiquei rico. É, >> mas fiquei solteiro. >> É que eu sempre pergunto: "Tu já é cliente? já fez algum trabalho aqui conosco? Daí ele falou: "Sim, mãe, fiz o Belzebu, inclusive, ai nem lhe contei, mãe. Apareceu uma tia lá que eu nem sabia do nada e fiquei rico. Ela me deu toda a herança, morreu, a herança era minha. Eu, nossa, nenhum, muito obrigado. Nenhum feedback, né? O que você tá falando é voltar com feedback, ó, Michele, deu certo e tal.

E é rápido, Michele, dá, dá, é geralmente rápido. Meuseb trabalha rápido ou demora? Trabalha rápido, Dani. Assim, ó, normalmente de três meses, em três meses tu já tá vendo o resultado. >> Três. >> É rápido. >> É rápido. Tipo assim, um cliente me perguntou: "Em três meses eu vou dobrar meu faturamento?" Eu falei: "Não, isso é mentira". >> Porque ele ganhava 500.000. Ele perguntou para mim se em três meses ele ia ganhar 1 milhão.

Eu falei que não. >> Ah, pelo amor de Deus, também você quer o quê? Já ganha 500.000. Meu, eu para ganhar 500.000 eu tenho que fazer uns 20 stories aqueles lá. [risadas] Eh, ele e daí eu falei: "Não, olha quem fez, porque ele mentiram para ele que fizeram Luúcifer para ele e que o Luúcifer dele ia duplicar o faturamento dele assim de um mês pro outro, né?" Ah, >> e eu falei: "Não, que que vai acontecer? O mês que vem teu faturamento sobe, no outro sobe, daqui a uns daqui uns seis 7 meses realmente tu vai tá ganhando dobro".

Mas não é, é, tu só vai notar que o teu faturamento a cada mês vai subir mais, >> não. Mas também seis meses, tá ótimo, pelo amor de Deus. [limpando a garganta] >> fizeram Lúcifer mentido para ele. Eh, é isso que eu te digo assim, ó. E essa viralização minha com o Belzebu trouxe muita porta de oportunidade para muita gente que tem trabalha sério, prosperar e e e ganhar mais credibilidade e sucesso no seu trabalho espiritual. >> E trouxe muita gente enganando ter uma energia que nunca teve, não vai ter e não tem. >> Você falou de Lúcifer.

Lúcifer também trabalha nessa área, >> trabalha na energia da riqueza, da prosperidade, da luxúria. Luúcifer pega muito a parte da luxúria. >> Luxúria, tipo, que tipo de trabalho? Quero ficar mais atraente, essas coisas. >> É, muitos homens procuram o trabalho com Luúcifer para ter para ter muitas mulheres, né? Ou para ter muitas, conseguir ter a amante e a esposa >> sem ninguém saber, >> sem ninguém incomodar nenhuma das duas saber.

O Luúcifer pega muito essa questão também masculina. Os homens até eu noto muitos homens busc agora eles buscam muito por Belzebu com essa minha construção, mas antes eles achavam que só Lucifer resolvia e não é bem assim. >> E Luúcifer, quem que é Luúcifer? É um exu ou não? >> Tem o Exu Lúcifer e tem também o Luúcifer que é o maioral. >> Maoral que é a trindade, né? Da quimandade por isso que tem a quimbanda, só a quimbanda, onde tem só os exus e tem a quimbanda luciferiana.

Lúcifer é o diabo. Não, vamos, >> não considero, não considero o diabo. >> É uma entidade como Bafomé, como Belebu, >> como Belzebu, tem o assentamento dele lá, sei trabalhar com ele, faço quando as pessoas t, porque a gente também tem que ter o tato de sentir se aquele cliente tem mais uma energia para Belzebu ou se ele tem mais uma energia para Lúcifer. >> E é aí no oráculo que você abre, >> é no oráculo, na conversa, na análise, porque tem clientes que chegam lá que são apaixonados por Lúcifer.

Então eu não vou cortar o caminho, a história que ele já tá construindo com Luúcifer, a gente vai terminar de ajudar ele a chegar onde ele quer com entidade que ele já tem em mente. >> Então você trabalha com Luúcifer também? >> Também não divulgo muito sim. Eu tenho o túmulo dele lá no cemitério da Maria Padilha. >> Se você já divulga Beusebu e o povo quer mudar o nome do seu santuário, se você falar: "Não, trabalho com Luúcifer também".

Eles vão querer mudar mais ainda, porque Lúcifer, o nome é o mesmo do demônio cristão, não é? >> E para vocês não é. >> Para nós não. >> Quem que é Luúcifer para vocês? Para mim ele, para mim ele ai, se eu te falar você é muito cancelada. [risadas] >> Fala, pode falar. >> Ah, eu tenho as minhas. Ai, Dani, assim, ó, para mim a Bíblia foi escrita pelos homens que tentavam manipular certo grupo de pessoas naquela época.

E tá correto, tem que botar a linha na, né? Tem que a gente tem que tem que organizar a coisa para dar, né? senão ia virar uma grande bagunça. Mas assim, ó, eh, para mim, Luúcifer também é uma entidade que traz riqueza, prosperidade, fartura, é um ser de luz, né? E e outra coisa também que eu vou te dizer que que vai parecer, sei lá, algumas pessoas vão odiar, ã, quanta gente a gente vê hoje querendo se dar bem, ã, como outras pessoas se dão bem.

As pessoas invejam outras pessoas, as pessoas querem ser outras pessoas, as pessoas querem derrubar. O nosso dia a dia é matar um leão por dia. As pessoas querendo derrubar, passar perno, enganar, ludribar, né? Te tirar, tipo, se eles pudessem, eles tiravam a gente da cadeira que a gente tá para sentar na nossa cadeira, porque eles não querem o deles, eles querem o nosso, eles querem, >> querem o do outro, né? Do vizinho, né?

Outro. Então assim, a não vejo. Aí vamos falar lá do Lúcifer, da Bíblia, as as pessoas almejar o melhor, almejar o poder é errado. Eu não vejo dessa forma. também não vejo. Claro que não. Imagina para si próprio, sem passar em cima dos outros. É que na verdade o que é passar em cima dos outros, né? Eu eu eu penso muito isso na minha vida. Eu faço o meu trabalho, né? Meu trabalho que eu digo lenda cash, não trabalho espiritual.

Eu faço meu trabalho e eu não quero saber de ninguém. Eu quero fazer o meu trabalho, mas eu vou fazer bem, olhando o que estão fazendo para eu fazer melhor. Ó, fizeram isso, deu certo, ó, posso também ir nesse nesse nesse lado, mas não quero fazer mal para ninguém, não quero derrubar ninguém, mas eu quero realmente ver o que que tá acontecendo. A gente tá, a gente trabalha com comunicação, tem que est atento o que tá acontecendo na mídia com outros podcasts, mas eu não quero derrubar ninguém.

E para mim essa coisa de ganhar dinheiro, luxúria, de ficar bonito, cada vez mais bonito, tô na busca, para mim é maravilhoso, não tem problema nenhum. E aí as pessoas podem procurar uma entidade para trabalhar nisso, né? O Luúcifer, por exemplo, >> e tu olha, posso fazer uma pergunta para ti? E tu tem noção assim, tipo, que tu não é de religião, tu tu e eu sei que não é, porque tu e tu me fala isso desde o primeiro dia que eu vim aqui, acho que uns três anos atrás, tu só dá espaço para tudo e para todos, o que eu acho muito legal, mas tu tem noção que hoje tu é uma inspiração para muitos batuqueiros, pais de santo, mãe de santo, >> batuqueiro, ó, fico feliz. >> Sim, >> mas eu gosto também porque é, >> tu é uma inspiração, tu passou uma ser uma inspiração para esse meio, >> porque são religiões muito demonizadas, literalmente, né? É, é, é demônio.

Não, porque porque assim, a gente também, vamos falar uma, uma verdade assim, pra maioria dos cristãos, não para todos, tem alguns cristãos que sai um pouco dessa bolha, mas pra maioria dos cristãos, Michele, tudo é diabo. Então, assim, é só Jesus. Eu eu li uma frase hoje que era assim: passou de Jesus é diabo. Então quer dizer, orixá, Maria Padilha, eh Fepintra, o as entidades, seja da Umbanda, Erê, eh, espírito do é tudo diabo para eles.

Então, assim, a gente ficar explicando que não é diabo, porque quando a pessoa fala que tudo que passou de Jesus, que possivelmente é a religião dela, né, e tudo o resto é diabo, ela usa de uma arrogância muito grande. É como se a dela fosse o patamar, o baloarte do do que é certo e o resto não é. Então você pode perguntar para essas pessoas que são os intolerantes, né? Eh, ai, qual que é o deu certo? É o meu. É sempre o dela, não é o da outra.

Então, quando a pessoa não quer ouvir, não adianta ficar explicando, não adianta falar que Beebu não é. Olha, o Lúcifer que tá na tua religião, para você ele é diabo. Para mim ele é uma entidade ancestral que trabalha, que traz luxúria, que traz. Mas não vai adiantar. Vamos, vou jogar pérolas ao aos porcos. Já que a gente tá falando de Bíblia, tem uma passagem na Bíblia que fala, é jogar pérolas aos porcos. Você vai jogar uma coisa cara, o porco vai roer, vai destruir aquilo, porque ele não sabe que aquilo é valioso.

Então, quer dizer, eu cansei de ficar explicando. Então, por isso que eu trago, você falou que eu sou inspiração para os batuqueiros, por isso que eu trago os batuqueiros para cá. o pessoal realmente do candomblé, da Umbanda, da quimbanda, para falar o meu, a entidade que eu cultuo não é a mesma que você tá vendo aí na tua Bíblia, só que não adianta, eles não querem ouvir, entendeu? Então por isso que eu sempre tô trazendo, mas fico feliz de ouvir isso que a galera que eu sou inspiração para batuqueiro.

Quem sou eu, né? >> Que a semana passada, não, mês passado eu fui num podcast e falaram assim: "Ah, porque tu não porque eu não ganhei as eleições? Como é que Belzebu não fez tu ganhar as eleições?" E daí eu parei, cara, eu fui, eu, eu, eu eu fui mais votada do que seis vereadores que estão lá sentado. Eu só entrei num partido ruim que que eu não era política. Sou mãe de santo, não sou política, não sabia de cadeira eleitoral que tinha [roncando] que fazer cadeira. >> Então eu fui mais votada na minha cidade, Dani, do que seis pessoas que estão lá sentadas hoje não fazendo nada, porque a minha cidade, porque a minha cidade continua sem o neuropediatra para atender a minha principal causa, que é o, que é o espectro autista. >> Aham. >> Né?

Lá onde eu moro em Alvorada. E e as pessoas falaram: "Ah, mas tu sabe que tu perdeu porque falaram que tu ia entregar a cidade para Belzebu". Eu falei: "Cara, falaram uma baita intolerância, porque assim, ó, se entregar uma cidade para Belzebu, são crianças autistas com seus laudos, são terapia para essas crianças, uma cidade que deixe de ser uma cidade dormitório, com emprego, uma cidade limpa, com iluminação, com segurança.

Se isso for Belzebu, salve Belzebu." Eu ainda fui bem irônica, sabe? digo assim e e não e não não virei as costas, sabe, pra minha fé quando eu senti que isso ia influenciar, né, no resultado final. E e não influenciou, né, porque votos eu tive, eu não tive, eu tive foi a falta de inteligência, porque eu não, a gente sabe fazer muito bem uma coisa, né, não a outra. Eu não entendo, não entendia não. Hoje eu entendo, mas na época não entendia nada de política.

Eu fui no escuro, então as pessoas me demonizaram também que eu ia entregar a cidade. Era era o que os evangélicos usavam para reverter voto. >> Vai entregar a cidade para Belzebu. Vocês querem a cidade para Belzebu? Belzebu já tá naquela cidade desde o dia que ele tá no meu portão e de lá ele não vai sair. >> Mas política é um pouco mais embaixo. Porque na política você tem que se moldar real. Tem muita gente da política que tá fazendo pacto com LF Beebu, mas não vai falar.

Vai falar: "Eu sou de Jesus". Faço, eu faço, faço. Eu tenho pessoas que hoje são eleitas >> por conta do meu trabalho e que já estão fazendo trabalhos comigo para agora para deputado. >> Trabalho com e assim, ó, eu jogo e vejo, tu tem chance de ganhar, vamos fazer. Ou eu sou aquela pessoa que vai te dar um balde de água fria, v, vai te dizer: "Olha, tu não vai ganhar, não faz nada, que não tem Belzebook que te ajude". >> Não tem Belzebu que te ajude, [risadas] mas e pessoas que o que a carcaça que eu digo assim, né?

A a eles vestem uma carcaça de Jesus, de da Bíblia, só que por trás estão procurando Lúcifer Beusebu, né? >> Sim. Eu tenho um cliente meu que ele é um querido, a a mãe dele era minha cliente, depois ele passou, a [limpando a garganta] gente fez trabalho com Belzebu para ele conseguir os objetivos dele, ele conseguiu, porém agora os próximos objetivos dele são para para deputado. E ele e até é curto, comenta assim, às vezes brinco quando e domingo, mas domingo ele tá lá se postando na missa de domingo abraçado no padre local e eu e eu brinco com ele, eu digo: "Certinho, isso aí >> é isso".

Ele não é impedido de, ele não é ele, eu não, ele as pessoas acham que a gente vai fazer um Belzebu, um Luúcifer e a gente vai ser proibido de ir na missa, de no culto. Tu não é Belzebu e Lúcifer não te proíbe de nada. Só que em alguns lugares tu não vai sentir vontade de ir. Eu já fui evangélica, né? O pastor ele disse, ele não vai me obrigar a usar saia, não cortar o cabelo, mas com o tempo a gente mesmo vai sentindo vontade de largar certas roupas, de perder certos hábitos, tudo se transforma naturalmente na gente, as mudanças. É, eu percebo que é muito do que a gente mostra e não do que a gente é.

E você não consegue mostrar algo que você não é. Por isso que talvez você sofre, porque você não conseg >> Não, e na política eu sofreria muito, porque para mim a questão não seria financeira, seria eh realmente, né, a pessoa: "Ah, mas tu não quer bater, como é que defender a tua causa religiosa? Quero e vou, mas o meu carro chefe naquele momento, né, e era outra questão que era saúde, porque na casa do batuqueiro, na casa do evangélico, na casa de de todas essas pessoas, né, Dani, de outras de diversas religiões até do ateu, ou tem ou pode ter sempre ali o a questão do autismo, né, que tá abandonada na minha cidade.

Autismo, espectro autista é >> de tratamento, você fala de acompanhament >> tratamento, não tem não tem terapia paraas mães, as mães são maltratadas, não tem não tem neuropediatra para laudar as crianças, pelo menos o laudo para que essas mães possam buscar a ajuda do governo para receber um salário ali, tá? A alvorada é abandonada na questão de saúde. >> E é e e alvorada tá ali perto de Porto Alegre, né, >> do lado da 20 minutos do aeroporto Salgado Filho. >> Isso.

Lembro que quando eu eu fui para lá, eu fiquei ali em Porto Alegre e dava isso, dava uns 20, 30 minutos lá até sua casa lá, né? E o sítio tá em eh o santuário tá em via alvorada. >> Viamão. 20 minutos de Alvorada, 45 minutos do santo, do do salgado filho do aeroporto >> Porto Alegre. Porto Alegre. >> É porque eu quando eu eu via isso era uma era um era um caminhozinho até lá. Bom, eh vamos então abrir pros pros atendimentos, Michele, eu preciso ir ao banheiro fazer um pipi legal. >> Eh, então assim, ó, eu vou pedir, Michele, enquanto eu vou ao banheiro, dois minutinhos, para que você, a sua câmera é essa, para que você explique o que que as pessoas, como que é o atendimento, o que que as pessoas podem perguntar, tá?

E aí, vamos, você que tá em casa, seguinte, agora eu vou abrir, deixa eu, deixa eu voltar do banheiro. Aí você manda a sua, você manda o seu super chat. Eh, o super chat de atendimento, geralmente quando eu faço lenda cast. Então, se você mandar R$ 20, R$ 30, eu não vou, eu não vou nem ler aqueles. É só a partir de R$ 50. Eh, só que vale uma coisa sempre importante falar quando é super chat. Aí, Daniel, eu vou mandar o super chat de R$ 50. É certeza que você vai ler e vai fazer o atendimento?

Não, não é certeza. Então, se você não quer correr o risco, porque às vezes vem muito super chat, não quer correr o risco, ah, eu mandei e você não leu, pode acontecer. Ai, mas eu não quero

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